Mães têm medo de passar com filhos em linha férrea

Para levá-los à escola e, em seguida, trabalhar, elas lidam com a travessia diária; em Fernandópolis, uma morte foi registrada na quinta

Mães que moram no Sonho Meu ou Palmeiras 2, na região próxima ao Ecotudo da Zona Sul, lidam diariamente com o perigo de levar seus filhos à escola, devido a passagem que precisa ser feita na linha férrea. Tem dia que elas esperam por meia hora o trem passar.

Rosângela Rodrigues Machado reside no Palmeiras 2 e todo dia precisa levar sua filha Kauani, de 6 anos, no CEM “Neyde Tonani Marão”. “É um absurdo isso, ninguém faz nada… tem criança até que vem sozinha para a escola, imagina o perigo de algum acidente?”, comenta.
Murilo Antônio Veloso dos Santos leva e busca todos os dias a irmã Noemi Vitória Veloso dos Santos, de 9 anos. “Não podemos deixar ela vir sozinha, é muito arriscado”, contou. 
Jaiane Soares faz o trajeto na linha férrea com os dois filhos, João Kallyster, 5 anos, e Kenedy Kauê, de 1 ano. “Lidamos com o trem passando a qualquer hora do dia. Quando queremos ir pra algum lugar, temos que esperar. Lidamos com um medo diário”, disse.

Morte
Na manhã de quinta-feira, o carregador Bruno Fernando Dourado, 24 anos, morreu atropelado por um vagão de trem no pátio da Usina Coruripe, em Fernandópolis. A vítima estava entre os vagões quando eles começaram a ser puxados por uma locomotiva e acabou atingido. 
Com esse caso, sobe para 27 o número de mortes na ferrovia na região desde 2003. O acidente mais grave aconteceu dia 24 de novembro do ano passado, quando oito pessoas morreram após descarrilamento no Jardim Conceição, em Rio Preto. 
A assessoria de imprensa da Coruripe informou que vai apurar as causas do acidente. A empresa afirmou que está custeando todos os gastos com velório e com apoio psicológico à família. De acordo com a América Latina Logística (ALL), concessionária que administra a ferrovia. o acidente ocorreu em um trecho de linha que fica dentro do pátio da usina e por esse motivo não se manifestaria. Informou que os vagões são levados aos trilhos dentro da empresa e que a usina fica responsável por carregá-los e levá-los de volta aos trilhos principais. Karolline Bianconi/A Cidade

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