Mães ainda buscam unidades para atender suas crianças

A vendedora Roseni Martins da Silva, 31, trabalha no comércio local; a saída é pagar cerca de R$ 300 para que a vizinha cuide da criança

Escolher ser mãe, precisar trabalhar e não poder pagar por uma escola particular ou babá para cuidar do filho. Esta é a realidade vivida por muitas mães de Votuporanga. Sendo assim, a única opção para conseguir vaga em creche é enfrentar uma fila que, segundo elas, parece não andar.

A vendedora Roseni Martins da Silva, 31, trabalha no comércio local. Ela precisa ajudar no sustento da família, mas também deseja o bem estar da filha de sete meses. Desde que a criança tinha dois meses de vida, ela busca vaga em duas creches perto de casa, no bairro Cecap. A primeira é no Cemei “Terezinha Guerra”. “Moro cerca de 40 metros do Cemei “Orozimbo Furtado Filho”, e até agora nada. Eu cheguei a implorar pela vaga, mas fui informada que minha filha não seria ainda aceita porque ela não estava correndo risco. Acho um absurdo isso”, falou.

A saída é pagar cerca de R$ 300 para que a vizinha cuide da criança. “Eu cheguei a falar com o prefeito na época da eleição, agora. Ele anotou meu nome e o da escola. Vamos esperar”, falou.

Suzana Francieli Zamberlam, 31, trabalha também no comércio e precisa deixar o filho na creche. O bebê de 9 meses ficou cerca de 60 dias no Cemei “Valter Peresi”, na avenida Antônio Augusto Paes. Porém, como ela mora no Residencial Colinas, pleiteou a vaga em duas escolas perto de sua casa: o Cemei “Elza Fava” e Cemei “Maria Lygia Bertoncini Leite”.

“Desde março venho tentando. Falei com o vereador, na Secretaria da Educação, mas até hoje não tive retorno. A minha escolha, a partir de agora, é desistir. Deixarei com a minha mãe e com a avó do meu filho, mas na creche, não. Se não saiu até hoje, não precisa mais”, destacou. Karolline Bianconi/A Cidade

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