Mãe perde a guarda de filho espancado em vídeo por padrasto  

Medida protetiva é válida até o término das investigações da Polícia Civil. Agressor, indiciado por tortura, não foi localizado. O caso aconteceu em Guarujá/SP.

O Conselho Tutelar de Guarujá, no litoral de São Paulo, retirou temporariamente a guarda da mãe do menino de dois anos agredido pelo padrasto. A medida é protetiva e válida até que as investigações da Polícia Civil sejam concluídas. Indiciado por tortura, até agora, o agressor já identificado não foi localizado pela polícia. 

O vídeo repercutiu nas redes sociais na última quarta-feira (13) e acabou viralizando nas últimas horas por meio de compartilhamentos via WhatsApp. À imprensa apurou que o homem, um motoboy, agrediu o menino brutalmente dentro da própria casa, no bairro Morrinhos. O vídeo foi feito há cerca de dois meses e divulgado na última semana. 

Um dia após a repercussão, equipes do Conselho Tutelar localizaram a mãe e a criança na casa de parentes, no bairro Santa Rosa. Ela prestou depoimento na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), onde o caso foi registrado. No mesmo dia, o órgão emitiu uma medida protetiva à criança. 

Segundo Marcela Bárbara, conselheira tutelar, um casal de primos da mãe do menino assinou o documento, passando a tomar conta do garoto até que as investigações terminem. “- A mãe está proibida de sair com a criança ou de levá-la para qualquer lugar sozinha”, explicou a conselheira. 

Ainda segundo Marcela, o menino está sendo assistido por psicólogos da rede municipal, bem como os novos responsáveis, que recebem orientações sobre como cuidar dele. Apesar do ocorrido, segundo a conselheira, a criança não apresenta nenhuma sequela física ou psicológica aparente. 

“- Ele está bem. É uma criança ativa por conta da idade e muito comunicativa, que conversa bastante”, explica. Ainda de acordo com a conselheira, durante depoimento, e mãe do menino não soube explicar o que motivou a ação violenta e negou que o filho tivesse sido agredido anteriormente ao registro. 

Por enquanto, por meio da DDM, a Polícia Civil continua com buscas ao agressor, que foi identificado e indicado pelo crime de tortura. Ele não foi localizado até a manhã desta terça-feira (19), segundo à SSP/SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo). 

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