Mãe de criança morta por dengue culpa hospital

Leilane Daniel, 25 anos, mãe de Samuel Lucas Daniel de Sousa, menino de sete meses que morreu de dengue no dia 20 de abril, disse nesta segunda-feira, dia 4, que vai à Justiça contra o Hospital Ielar. Ela acusa a instituição de saúde de não ter feito exames para verificar se a criança tinha a doença.

A dengue foi descoberta apenas depois de exames realizados a pedido do Hospital Beneficência Portuguesa, por onde o bebê passou posteriormente.  Mas a criança morreu após sete dias de internação.
A dona de casa Leiliane Daniel diz que levou Samuel para Hospital Ielar, após encaminhamento feito por médicos da UPA Norte.
“Meu filho ficou lá por dez dias no Hospital Ielar, mas nunca fizeram exames para ver se ele tinha dengue. Ele estava com muita febre. Eu estava desconfiada, pedi pra fazer o exame, mas não me ouviram. Só depois que ele foi transferido para a Beneficência, foi que descobriram que ele tinha a doença”, comenta a mãe.
O médico responsável pelo tratamento da criança na Beneficência Portuguesa, Jorge Haddad, disse à reportagem do Diário da Região, que recebeu a criança com quadro de pneumonia, mas resolveu fazer exame.
“Deu positivo no exame sorológico de dengue e o hemograma do menino era muito baixo. Então iniciamos o tratamento contra a dengue”, diz o médico.
A mãe do menino pretende requisitar todo prontuário médico do menino no Hospital Ielar e, com base nesta documentação, entrar com ação judicial de indenização para reparação de dano moral, causado pela morte da criança.
A direção do Hospital Ielar diz que o tratou a criança com diagnóstico de pneumonia e admite que a dengue foi descoberta apenas no Hospital Beneficência Portuguesa. A instituição vai enviar ainda uma nota oficial. Marco Antonio dos Santos/Diário da Região

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