Mãe de bebê abandonado em rua de Birigui se apresenta à polícia

Mulher disse à polícia que tem depressão e que manteve gravidez em sigilo. Entregador de jornal encontrou a criança embrulhada em cobertor.

A mãe da criança abandonada em uma rua Birigui (SP) na última quinta-feira (30) se apresentou à polícia na sexta-feira (4). A mulher, de Araçatuba (SP), disse à polícia que está doente, que sofre de depressão e que manteve a gravidez em sigilo. Ninguém da família sabia que ela estava grávida. A criança está em um abrigo da cidade.

A mulher foi ouvida e liberada e será chamada para novos esclarecimentos. Por telefone, a Delegada da Mulher disse que ainda não teve acesso ao depoimento porque a mãe se apresentou ao Plantão Policial. A pena por abandono ao incapaz pode chegar a 3 anos de detenção e exposição ou abandono de recém-nascido para ocultar desonra própria pode chegar a 2 anos.

Entenda o caso
Uma recém-nascida foi encontrada abandonada em uma calçada por um entregador de jornais, em Birigui (SP). O caso aconteceu por volta das 6h desta quinta-feira (30), no bairro Morumbi. O bebê, que estava enrolado em um vestido e um cobertor, foi socorrida e passa bem.

Imagens de câmeras de segurança mostram uma pessoa que atravessa a rua carregando algo. A pessoa chega em frente a uma casa e se abaixa, fica parada por um instante e quando se levanta parece já não carregar mais o embrulho. A criança foi deixada na porta de uma casa que fica em um bairro de classe média em Birigui.

Por volta das 6h, um entregador de jornal que passava pelo local encontrou o bebê enrolado em um cobertor. “Subi com a moto na calçada para colocar o jornal na casa e vi um rolo de pano jogado e achei normal, mas aí o rolo se mexeu. A criança chorou e percebi que era um bebê abandonado”, afirma o entregador Luís Fernando Soares Santana.

O bombeiro Gleyson Rogério participou do resgate do bebê que tem entre três e cinco dias. Ele conta que a criança já estava ficando roxa por causa do frio e chorava um pouco. “Analisamos o choro, batimento, coloração da pele, ela estava sem ferimento, ela estava chorando por causa do frio e até quando o bombeiro a abraçou, ela chegou a sorrir”, diz Gleyson.

A menina foi levada para o Conselho Tutelar, que encaminhou o bebê para um abrigo da cidade. As imagens já estão na Delegacia de Defesa da Mulher, onde o caso vai ser investigado. G1

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