Leishmaniose: Secretaria da Saúde pede colaboração dos moradores para pulverização

É grande o número de moradores que se recusam a receber equipes da Vigilância Ambiental para a pulverização contra o mosquito palha; Prefeitura solicita apoio da população nesta ação

A leishmaniose visceral e a tegumentar, doenças provocadas pela picada do lutzomialongipalpis, o mosquito palha, é uma das grandes preocupações das autoridades municipais. Este ano a cidade, pela primeira vez, registrou os dois primeiros casos da forma tegumentar (cutânea) da doença.

Uma série de ações vem sendo executadas pela Prefeitura de Votuporanga por meio da Secretaria da Saúde, e neste momento, a Vigilância em Saúde faz um apelo aos moradores para que abram a porta de suas casas para a atuação das equipes de endemias no trabalho de pulverização contra o mosquito palha. A recusa dos moradores é o principal problema enfrentado pela Vigilância Ambiental nesta ação.

A maior resistência foi verificada até o momento entre os moradores do Jardim Marin. O chefe do Setor de Controle de Endemias e Zoonoses (Secez), Nilton Santiago informa que o índice de recusa tem sido cada vez maior, o que compromete trabalho de pulverização e reduz a eficiência do inseticida. “Em situações onde uma ou duas casas foram pulverizadas ao redor do caso positivo e nas outras duas ou três os moradores recusaram a aplicação do inseticida, podemos afirmar que o trabalho foi prejudicado; os moradores e os cães daquela região da cidade não estarão protegidos. Precisamos do apoio da população neste sentido”, alerta o coordenador.
O trabalho de pulverização contra o flebótomo desenvolvido pelas equipes do setor cumpre as regras e diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde. “Para que o morador consiga se planejar, realizamos um agendamento com a data e horário do procedimento passando todas as orientações sobre como proceder antes, durante e depois da pulverização”, esclarece Santiago.
Márcia Reina, secretária da Saúde de Votuporanga afirma que a estratégia de pulverização para o controle do vetor depende do apoio da população. “O nosso pedido é para que todos façam a sua parte. Pedimos aos moradores que recebam nossos agentes e atendam as orientações para as pulverizações. Para que que a ação de controle seja eficiente, é necessário o esforço mútuo entre poder público e população”, solicita a secretária.
Em casos de dúvidas sobre a identidade do agente, o morador poderá solicitar o documento pessoal e ligar para o 0800-770-9786. Todos os profissionais são obrigados a portar documento pessoal e apresentá-lo ao morador, se solicitado, e estar uniformizado. A Vigilância Ambiental está localizada na rua Santa Catarina nº 3935, Patrimônio Velho.
Números da doença
Em 2017 foram coletadas 2.072 amostras de sangue de cães, sendo 2.032 com diagnóstico positivo. Em humanos, a leishmaniose visceral acometeu quatro pessoas e uma delas evoluiu a óbito em 10/03/2017 por causa da associação com outras patologias já apresentadas pelo paciente.
Dois casos humanos de leishmaniose tegumentar americana 9cutãnea) foram registrados este ano e, em ainda em decorrência de outros problemas de saúde associados ao histórico do paciente, um deles foi a óbito no dia 18/04/2017.
Ações
A partir das notificações de suspeita da doença, as ações de bloqueio são iniciadas imediatamente pelo município, com o manejo ambiental, pulverização e coleta do sangue dos cães no entorno da área.
Além da coleta de rotina do sangue dos animais, a Vigilância em Saúde atende as notificações para coleta de sangue, orienta a população sobre o manejo ambiental, realiza castrações, pulverização e, por fim, a eutanásia. Todas essas ações planejadas pela Secretaria da Saúde no controle da proliferação do mosquito palha são criteriosamente aplicadas em conformidade com protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde.
Prevenção
A transmissão da doença em humanos acontece quando a fêmea do mosquito palha, pica o cão infectado e, posteriormente, o indivíduo. Algumas recomendações são necessárias para combater o inseto:
– manter casa e quintal sempre limpos;
– não criar galinhas e porcos em área urbana;
– recolher constantemente folhas de árvores, fezes de animais e restos de madeira, pois esses materiais acumulam umidade e favorecem a criação do mosquito palha;
– embalar o lixo corretamente;
– recolher o lixo dos terrenos baldios perto da casa;
– instalar tela com malha 70 nas portas e janelas de casa;
– evitar que o cão durma dentro da residência, mantê-lo sempre no quintal;
– encoleirar o cão (impregnada com deltametrina 4%)
– adotar a posse responsável do animal, não permitindo que o mesmo fique solto nas ruas.

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