qua, 12 de agosto de 2026

Laudo pericial complementar reafirma que vice-prefeito de Rio Preto não disse termo racista para segurança do Palmeiras

Segundo o Instituto de Criminalística da Polícia Civil, que manteve a conclusão do primeiro laudo, Fábio Marcondes (PL) falou “paca véia” e não “macaco véio” durante confusão com segurança do Palmeiras, após partida em Mirassol, em fevereiro deste ano.

laudo pericial complementar que a Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP) pediu no caso do vídeo em que o vice-prefeito da cidade é acusado de cometer injúria racial contra um segurança do Palmeiras, após a partida contra o Mirassol, em fevereiro de 2025, manteve a conclusão de que Fábio Marcondes (PL) não falou termos racistas.

O laudo pericial foi concluído no dia 6 de maio. Na ocasião, o documento descartou que Marcondes tenha pronunciado a palavra “macaco” após a análise da gravação.

O laudo complementar foi realizado pela mesma perita do primeiro, Tatiana de Souza Machado. Segundo apurado pela TV TEM, que teve acesso ao laudo complementar, a perita afirma novamente que ele disse “paca véia”, e não “macaco véio”.

Fábio Marcondes já foi ouvido sobre o episódio mas a TV TEM e o g1 não tiveram acesso ao depoimento.

A investigação também teve uma mudança de responsáveis pelo caso. O delegado Antônio Honório do Nascimento foi transferido para Fernandópolis e o delegado seccional de Fernandópolis, Everson Aparecido Contelli, assume o caso. A mudança foi comunicada em portaria publicada nesta quarta-feira (18).

A defesa de Marcondes foi procurada mas ainda não se posicionou sobre o novo laudo. Já o advogado do Palmeiras afirmou que “o resultado do laudo não surpreende, já que foi realizado pela mesma perita”, e informou que “vai analisar o que pode ser feito agora”.

Laudo particular do Palmeiras

Antes do resultado do laudo complementar, o Palmeiras também realizou um laudo pericial, porém particular, para analisar o vídeo. O laudo indicou que o vice-prefeito de São José do Rio Preto (SP), Fábio Marcondes (PL) pronunciou a palavra “macaco” contra o segurança.

O documento de 21 páginas, que foi obtido pela reportagem no dia 20 de maio, é de um instituto de perícias de Curitiba e detalha o áudio do vídeo, feito por uma equipe de reportagem da TV TEM, que registrou a briga.

Na análise do instituto, a perícia fez uma transcrição fonética e comprovou que o vídeo não sofreu edição que alterasse a fala de Fábio Marcondes.

“Identificado foi a formação do ataque silábico e nasalização da consoante “m”, em consistência ao núcleo esperado pela própria continuidade da fala”, escreveu o instituto na análise da perícia.

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