Botulismo: laudo descarta contaminação de mortadela

Laudo descarta contaminação de mortadela
Lote da mortadela Estrela, que passou por análise no Adolfo Lutz
Laudo feito pelo Instituto Adolfo Lutz descartou que a mortadela da marca Estrela tenha sido a causadora da contaminação por botulismo de quatro pessoas da mesma família em Nova Canaã Paulista. As vítimas ficaram internadas por seis dias devido à doença.

O documento divulgado ontem revela que as análises não acusaram a presença de toxina botulínica, produzida pela bactéria Clostridium botulinum, que se desenvolvem em enlatados ou nos alimentos mal conservados. A mortadela era a principal suspeita de ter causado a doença.
Outro alimento que está entre os possíveis causadores do botulismo está uma lata de milho em conserva da marca Quero. A análise que vai dizer se o milho estava contaminado ainda não ficou pronta, segundo o Instituo Adolfo Lutz. O laudo, porém, é a primeira etapa da investigação feita pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado, que vai analisar ainda relatório do Ministério da Agricultura elaborado após inspeção realizada nas fábricas da empresas e investigação epidemiológica dos pacientes.
Por isso, a interdição do lote 1E0712 da mortadela Estrela e do lote 300437 do milho verde em conserva da marca Quero ainda permanece até a conclusão da análise, segundo da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. O Estado proibiu a venda dos produtos desses lotes no último dia 23 porque os produtos foram encontrados na casa da família de Nova Canaã Paulista., na região de Rio Preto.
O Frigorífico Estrela informou que retirou das prateleiras todos os produtos do lote interditado. Desde o dia da interdição a empresa negou que a mortadela estivesse contaminada e afirma que o produto é submetido a processo de cozimento a temperaturas entre 65 a 80 graus por 30 minutos, o que elimina a bactéria que causa a doença, além de conter em sua composição sódio, nitrato e nitrito que são inibidores do botulismo.

 

Milho verde em conserva, também apontado como suspeito, ainda não teve resultado divulgado

Análises
De acordo as vítimas, Benedito José dos Santos, 38 anos, a mulher, Elizete Aparecida Pereira Garcia, 31 anos, e os filhos C.J.G.P., 9 anos, e J.B.P.G., 13 anos, na refeição do dia 18 (data da internação), foram consumidos por eles arroz, feijão e couve-flor no último.
Esses alimentos, assim como todos os outros que estavam na geladeira da família, foram recolhidos. As Vigilâncias Sanitárias de Nova Canaã e Santa Fé do Sul afirmaram ontem que ainda não tiveram acesso aos resultados das análises. Os quatro integrantes da família contaminada pela doença se recuperam bem, em casa.

 

Eles receberam alta da Santa Casa de Santa Fé do Sul na última sexta-feira.

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