Laticínio abandonado tem água parada e vazamento de amônia

Um técnico da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e funcionários da Secretaria da Saúde constataram ontem à tarde um vazamento de amônia e reservatórios com água parada no antigo prédio do laticínio Glória, que fica na avenida José Marão Filho, em Votuporanga.
O imóvel foi vistoriado por equipes das Vigilâncias Epide-miológica e Sanitária. No local, havia sete tanques que serviam de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. O vazamento de amônia – considerado pequeno – foi encontrado em válvulas do sistema de resfriamento. A Secretaria de Saúde conseguiu autorização do juiz José Manuel Ferreira Filho para entrar no imóvel.
Hugo Zocal Fernandes Laguna, técnico ambiental da Cetesb, disse que o vazamento é pequeno e que não traria dano à população. Laguna disse ainda que a empresa foi autuada em setembro de 2013 por falta de licença ambiental.
Em dezembro do mesmo ano, o laticínio entrou com renovação da autorização para dois anos. A indústria parou de funcionar há dois anos. Há 60 dias, foi encerrado o serviço de resfriamento de leite e a empresa foi transferida para Magda. “Eles mudaram para Magda, antes mesmo de ser feita uma nova vistoria e, portanto, estava sem licença”. A Cetesb irá notificar os donos da empresa para a retirada do sistema de refrigeração.
O segurança Sildemar Alves de Jesus, de 34 anos, trabalha há seis anos no local. Foi ele quem percebeu que o cheiro forte da amônia. “Notei um chiado no sistema, mas isso não ocorre sempre. Evito passar perto por medo de contrair alguma doença”, disse.

Combate à dengue
Maria do Rosário Davanço Moretto, diretora da Vigilância em Saúde, explicou que o objetivo da entrada do imóvel era acabar com focos e larvas do mosquito Aedes Aegypti. “Tivemos dificuldade em encontrar os donos da empresa e recorremos ao juiz, que expediu o mandado”, enfatizou.
O chefe do Setor de Controle de Endemias e Zoonoses de Votuporanga (Secez), Edmar Costa, contou que esteve no prédio várias vezes. “O local mudou de dono várias vezes, o que impossibilitou as ações da saúde”, destacou.
Daniele Teodoro Leppos, responsável pela Vigilância Sanitária, explicou que a empresa será multada no valor de 5.000 Unidades Fiscais do Município (UFMs), o que corresponde a R$13.750. O laticínio pode recorrer em até 10 dias.
A equipe da Superintendência de Água, Esgoto e Meio Ambiente (Saev Ambiental) esteve no imóvel para retirar a água dos reservatórios., mas os técnicos encontraram poços clandestinos que totalizaram cerca de 400 litros de água.
Os profissionais recolheram uma amostra da água do local, para verificar se ela estava contaminada. Se estiver limpa, possivelmente, será encaminhada para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
O Diário da Região entrou em contato com a empresa Glória, que comunicou que na próxima semana fará a retirada do sistema de refrigeração.

Andressa Aoki
andressa.aoki@diariodaregiao.com.br

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