Ladrões levam moto de paciente de hemodiálise

O pedreiro Luis Carlos dos Santos Correia, de 35 anos, está vivendo um drama. A moto, seu único meio de transporte para ir à clínica onde faz hemodiálise três vezes por semana, foi levada por ladrões, na noite de segunda-feira, dia 21. O furto ocorreu justamente quando ele passava pelo tratamento. Desde 2010 à espera de um transplante de rim, Luis Carlos pede aos criminosos que tenham a boa vontade de devolver a motocicleta, vital para sua sobrevivência.

O furto foi no bairro Redentora. Como acontece com todos pacientes de hemodiálise, ele não poderia deixar a máquina até terminasse o processo de filtragem do sangue. “O vigia quis me avisar que dois rapazes levaram minha moto dizendo que eram meus parentes, mas ele ficou com medo de me atrapalhar. Quando eu saí da sessão, tive a desagradável surpresa de saber que tinha sido furtado”, comenta o pedreiro.

Luis Carlos nunca acreditou que pudesse ser alvo de furto, por acreditar que os ladrões não iriam se interessar por sua moto, uma Honda Fan, ano 2010. “A minha motocicleta estava até velha e precisando de alguns reparos. Mas para mim servia muito bem, mesmo do jeito que estava. Agora nem sei como vai ser minha vida”. O pedreiro diz que, por enquanto, está usando o carro emprestado de um parente para ir ao tratamento, mas a solução é temporária.

Agora, ele torce para os ladrões não danificarem a moto e abandonarem em lugar que possa ser encontrado. “Para os ladrões é só mais uma moto, mas para mim é a minha sobrevivência”, diz. O drama que Luis Carlos vive é enfrentado por cinco rio-pretenses todos os dias, em média. De janeiro a setembro deste ano, 1.395 veículos foram furtados ou roubados na cidade, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública. No mesmo período, foram recuperados 523 veículos. Marco Antonio dos Santos/Diário da Região 

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