Justiça faz primeira audiência sobre latrocínio de travesti

Aconteceu ontem (27), na Sala de Audiências da Primeira Vara, no Fórum de Votuporanga, a primeira audiência sobre o latrocínio de Marcos Gustavo da Silva Costa, o travesti conhecido por Vitória. Testemunhas foram ouvidas, mas como algumas faltaram e uma não foi localizada, os dois acusados, Adenildo Torres da Silva e Regivan Francisco dos Santos, ainda não deram suas versões sobre o caso. Uma nova data foi agendada para o mês de abril para a seqüência dos trabalhos.

Na audiência, foram ouvidas duas testemunhas de acusação e uma arrolada pelas duas partes. Os réus, que estão presos em um presídio da região, estiveram no Fórum, porém, eles só vão prestar depoimentos após outras testemunhas que faltaram (três) e uma que não foi localizada para a intimação. O juiz Jorge Canil agendou para o dia 8 de abril a seqüência dos trabalhos. Ele disse ao A Cidade que é necessário um período de 30 dias de antecedência para que as escoltas dos presos sejam agendadas. O juiz também solicitou para que a Polícia Civil localize a testemunha desaparecida.

Adenildo Torres da Silva e Regivan Francisco dos Santos foram denunciados pelo Ministério Publico por latrocínio (roubo seguido por morte. O crime ocorreu em setembro de 2012. Devido a natureza do crime, o julgamento não será por júri popular e a sentença dos réus deve ser publicada em até três semanas após a última audiência.

Na época, o crime chamou a atenção da mídia regional e de toda a população pelos requintes de crueldade em que foi consumado. A vítima teve orelha e órgão genital mutilados pelos seus assassinos. Por terem sido subtraídos objetos pessoais de Vitória, o MP classificou o crime como latrocínio que, segundo Código Penal, é contra o patrimônio e não contra a vida, e dessa forma, não é julgado em um júri popular. (Reportagem: Jocino Garofolo/A Cidade)

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