Justiça decreta prisão de 40 ligados ao tráfico na região

A pedido da Polícia Federal, a Justiça de Rio Preto decretou a prisão preventiva de 40 pessoas acusadas de tráfico de drogas, associação para o tráfico, financiamento do tráfico, colaboração com o tráfico e corrupção ativa e passiva. Entre elas, estão o advogado Dionízio dos Santos Menino Neto, 46 anos, o soldado da PM Sérgio Faria, 40, e a guarda municipal Elisângela Cesare Faria, 40, todos de Catanduva.

O trio e outros 27 acusados foram presos temporariamente em julho último na Operação Gravata, que investigou esquema de tráfico de cocaína no Noroeste paulista. A PF concluiu o inquérito semana passada e indiciou 44 pessoas. Agora, o inquérito será enviado ao Gaeco (grupo do Ministério Público que investiga o crime organizado), que terá prazo de dez dias para oferecer denúncia contra os acusados à Justiça.

Do total de indiciados, dois foram presos em flagrante no decorrer das investigações, e dois não tiveram pedido de prisão preventiva pela PF. Outros dez continuam foragidos, entre eles os irmãos Gilson e Gilberto Torres. Segundo a PF, o advogado, o PM e a guarda municipal foram flagrados em interceptações telefônicas vazando informações privilegiadas sobre operações policiais a integrantes do crime organizado. Além disso, Menino Neto promovia encontros entre traficantes e intermediava a compra da droga, e atuava como advogado em algumas situações para “blindar” os verdadeiros donos do entorpecente em casos de apreensão, de acordo com a PF.

As investigações começaram em janeiro de 2011. A droga, adquirida de fornecedores de Mato Grosso e Rondônia, era trazida escondida em automóveis e caminhões. Por mês, o grupo trazia uma média de 30 quilos de pasta base de cocaína. Entre os presos na operação está Rozeri César Valentim, apontado como um dos “patrões do tráfico” na região de Catanduva.

O advogado Menino Neto está detido em quartel da Polícia Militar em São Paulo. Como o estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) confere ao advogado o direito de permanecer preso em sala especial, o advogado dele, Ademilson Alves de Brito, ingressou com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele fique em prisão domiciliar, uma vez que o Estado não conta com o espaço previsto pelo estatuto. O pedido ainda não foi analisado. Ontem, Brito não foi encontrado pelo celular para falar sobre o caso. (diarioweb.com.br)

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