Terminou na madrugada desta quinta-feira o julgamento dos cinco réus acusados de envolvimento na morte de Francis Felipe Plácido de Jesus, crime que chocou Votuporanga em 2022. Após horas de debates no Tribunal do Júri, todos foram considerados culpados. As penas, somadas, ultrapassam 110 anos de prisão. O réu apontado como mentor do crime recebeu a maior condenação: 53 anos de reclusão. Os demais foram sentenciados a 48, 30, 27 e 26 anos e 8 meses.
A sessão foi marcada por forte esquema de segurança, com atuação conjunta das polícias Civil e Militar, além de bloqueios no entorno do fórum. Uma testemunha foi ouvida sob proteção. As defesas informaram que irão recorrer das decisões.
De acordo com a investigação, Francis foi atraído para uma falsa confraternização e acabou vítima de uma emboscada em uma área de mata próxima a um córrego, no bairro Cruzeiro. Ele foi executado a tiros, inclusive na região da cabeça. O corpo só foi localizado dias depois do desaparecimento.
Durante as diligências, a polícia também encontrou o veículo usado pela vítima, que havia sido incendiado nas proximidades do local onde o corpo foi achado. As apurações da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) indicaram que o homicídio teria sido motivado por disputa e rivalidade entre grupos criminosos da cidade. Os acusados foram presos ainda durante a fase de investigação.
O caso, considerado um dos mais graves e complexos dos últimos anos em Votuporanga, teve agora seu desfecho na primeira instância, com a condenação dos envolvidos.
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