Justiça condena a 25 anos de prisão homem que matou travesti

 

 

O juiz da 1º Vara Criminal Eduardo Garcia Albuquerque condenou a prisão na tarde desta segunda-feira (06) Daniel da Silva Dellamora, acusado de matar a facadas a travesti, Fernando Domingues Rosa, na época com 36 anos.

O latrocínio teria sido motivado depois de um roubo de cinco pedras de crack e R$ 36 que eram da vítima. Crime foi no bairro Bela Vista III em abril 2013. Dellamora, foi sentenciado e deverá cumprir em regime fechado 25 anos de reclusão a defesa alega no processo que não há provas do crime.

Denunciado três anos depois pelo MP (Ministério Público), durante o caso cinco testemunhas foram ouvidas e o magistrado decretou o julgamento à revelia de Daniel.

Um policial militar que atendeu a ocorrência foi ouvido em audiência e contou que foi acionado por um cidadão via Copom e quando chegou na casa da vítima, que morava sozinha na rua, Vicente Pena Soares, encontrou Silva caída morta na cama com diversos ferimentos duas facas foram apreendidas, uma delas estava debaixo do corpo.

Outro policial civil do SHPP (Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa) da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), ao chegar na residência, observou que o imóvel estava totalmente revirado.

Segundo noticiais veiculadas na imprensa no dia seguinte do assassinato da travesti integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção que atua dentro e fora dos presídios do Estado, identificaram Miguel Carlos Barbosa sequestrado, agredido e amarrado.

“Dessa maneira, a tese da defesa de que não há provas de autoria não merece prosperar, haja vista que o próprio réu confessou a prática delitiva de maneira detalhada, bem como seus motivos para praticá-lo”, diz o magistrado na sentença.

A ideia era que ele confessasse o homicídio de Domingues a polícia civil acredita na relação entre a vítima e a organização criminosa, logo depois descobriu-se que Daniel que também morava no mesmo bairro era o verdadeiro autor do crime, ele também tem passagens por roubo.

Quando preso disse que foi até a casa de Fernando para comprar a droga derivada de cocaína e ficou irritado depois que a vítima que também é usuária se recusou a vender.

Diz ainda o réu que foi até a janela da casa da vítima e que ela tentou mata-lo com um golpe de enxada, mas que não acertou, foi quando o acusado aproveitou a luz fraca e se escondeu debaixo da mesa.

ASSUMIU SÓ

Ao perceber a presença de Rosa os dois entraram em luta corporal e durante a briga acabou sendo esfaqueado. Um primo do réu é suspeito na morte da travesti. O PCC estava procurando o autor do crime e novamente interrogaram extrajudicialmente Daniel, que assumiu o assassinato sozinho.

As pedras de crack e o dinheiro estavam em cima do armário dentro do quarto, roupas de Fernando também foram queimadas. Vizinhos ouviram os gritos de socorro e chegaram a ligar para a vítima que não atendeu, quando foram até a casa da vítima encontraram a porta aberta, ela trabalha numa clínica que cuida de idosos.

Outro vizinho que mora cerca de seis metros da porta da casa da vítima contou ao juiz, que ouviu um barulho por volta das 11h e deduziu que seria o guarda roupa batendo nas paredes e achou normal.

A mãe dele que também prestou depoimento confirmou que o filho era usuário de maconha, no entanto não sabia que ele era viciado em outro entorpecente.

Teve conhecimento de que no dia anterior ao homicídio houve uma discussão em um bar nas proximidades da casa do filho, Daniel estava brigando com a esposa dele, quando Fernando teria aconselhado o réu a não brigar naquele espaço, tendo Daniel respondido “é a segunda vez que você está me tirando”.

Na delegacia, o primo de segundo grau do réu, alegou que estava trabalhando na casa da irmã, na Vila Azul, e ficou sabendo do assassinato do familiar pela mãe, ele nega as acusações da promotoria.

Naquele final de semana foi até sua casa no período noturno para pegar umas roupas. Nunca foi de andar com Daniel, pois tinha conhecimento de que sua família não queria ele morando na casa emprestada por seus pais. Esclareceu que é “manco” da perna direita, pois sofreu um acidente de moto.

Entre as passagens policiais por roubos dentro do transporte coletivo ainda na adolescência e furto de residência, o réu disse ao judiciário, que consumiu as pedras e utilizou o dinheiro para comprar mais drogas.

“Sua personalidade aponta para a prática de crimes, visto que em simples consulta de seu nome junto às Varas da Infância e Juventude desta Comarca vislumbram-se diversas passagens por este juízo”.

A reportagem não conseguiu um contato com o advogado que faz a defesa do condenado, Arthur Aparecido Pitaro, para comentar a sentença e o espaço continua aberto para manifestações da outra parte da história. Na sentença o juiz mandou expedir o mandado de prisão para o réu agora considerado foragido da lei.

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