Justiça cancela concurso e alunos ficam sem aula em Paulo de Faria

Justiça cancelou concurso por causa de falhas na realização da prova. Desde começo da semana, 550 alunos estão sem aulas.

Mais de 500 alunos da rede municipal dePaulo de Faria (SP) após as escolas fecharem nesta semana por causa da demissão de 24 professores. Eles tinham sido contratados por meio de um concurso público, que foi cancelado pela Justiça. Os pais afirmam que essa situação está prejudicando o desempenho dos estudantes.

A prefeitura de Paulo de Faria informou que está contatando novos professores em regime de urgência e que as aulas voltam ao normal na próxima segunda-feira (11). Por causa desta situação, não está tendo aula nas três escolas que integram a rede municipal de ensino de Paulo de Faria. Desde o começo da semana, 550 alunos da educação infantil e da primeira a quinta série do ensino fundamental estão sem aulas.

Os pais foram pegos de surpresa com esse problema. “Fiquei sabendo de última hora e tive de me programar porque trabalho fora e tive de deixar ela com a minha mãe, porque ela entra às 7h na escola e sai apenas às 16h”, afirma a fisioterapeuta Juliana Vasconcelos.

As aulas foram suspensas porque metade dos professores da rede municipal de ensino foi exonerada do cargo, ou seja, foi demitida. O concurso que colocou os professores em sala de aula foi cancelado por determinação da Justiça. O pedido foi feito pelo Ministério Público que encontrou uma série de irregularidades na prova, como falta de redação.

Para a dona de casa Liliane Rigobello Fernandes, mãe de Yasmim de 5 anos, as crianças são as maiores prejudicadas com a suspensão das aulas e troca de professores. “É muito complicado porque já é o terceiro professor para as crianças e com o concurso vai ser o quarto professor, e como fica a cabeça das crianças? Atrapalha muito o desenvolvimento”, diz a dona de casa.

A rede municipal tem 45 professores, 24 tinham sido aprovados no concurso. Esse é o segundo concurso cancelado em Paulo de Faria este ano. A supervisora de ensino garante que os alunos não serão prejudicados. “Das 45 vagas que temos, 24 ficaram sem aula, como vamos deixar 24 salas de aula com aula e outras sem? Tem uma série de fatores que isso faz atrapalhar o ensino. Decidimos então suspender as aulas e elas serão repostas, as crianças não terão prejuízo”, afirma a supervisora de ensino Lidnei Aparecida de Oliveira. G1

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