Justiça bloqueia bens de organizadores de festa rave

O juiz da Vara da Infância e Juventude de Rio Preto, Evandro Pelarin, determinou nesta terça-feira, dia 1º, o bloqueio de bens dos organizadores de uma festa rave em uma chácara de Ipiguá, realizada no domingo, dia 23. No local foram encontrados 14 menores de idade numa festa regada a maconha, cocaína, crack e ecstasy, segundo o Ministério Público.

Na ação, o promotor de Justiça André Luis de Souza pede multa no valor de R$ 1,5 milhão aos organizadores pelo dano moral cometido contra a comunidade. Se for confirmada, essa poderá ser a maior condenação a promotores de eventos da região de Rio Preto, por permitir a entrada irregular de menores de idade.

Chamada de Dream Catcha, a festa iniciou na noite do dia 29. As irregularidades foram flagradas em operação conjunta de conselheiros tutelares de Ipiguá e agentes da Vara da Infância e Juventude. Eles contaram com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Polícia Rodoviária Estadual, além do helicóptero Águia da PM para cercar a chácara e impedir a fuga dos 300 frequentadores da festa.

No dia foram presos um homem e uma mulher por suspeita de tráfico de drogas e desacato contra policiais. Por enquanto, a decisão da Justiça é em caráter liminar. Não há previsão de quando será o julgamento definitivo da ação. O bloqueio dos bens serve para garantir o pagamento de uma possível multa. Também por ordem da Justiça a chácara, que é muito usada para eventos, está temporariamente proibida de sediar novas festas.

O argumento do promotor para pedir o sequestro dos bens dos organizadores é coibir a realização de eventos semelhantes. “A festa estava regada a álcool e drogas onde se apurou uso indiscriminado de tais produtos,” afirma. Os organizadores do evento também vão responder pelo artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sob acusação de vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar bebida alcoólica ou drogas para menores. A pena varia de dois a quatro anos de detenção.

Outro lado

Os organizadores da festa foram identificados como A.G.T, 22 anos, e a mãe dele, L.L.Q., 49 anos. Procurados, eles não atenderam às ligações da reportagem. Ainda cabe recurso na Justiça contra a liminar. Esta poderá ser a segunda grande condenação da Justiça contra promotores de evento em menos de um mês. No dia 19 de outubro, o juiz Pelarin condenou o empresário Moacyr Zumiane Neto e a boate Campus Pub Bar a pagar multa no valor de R$ 300 mil pela realização de baile funk com a presença ilegal de 300 adolescentes, em setembro de 2015, fazendo uso indiscriminado de bebidas alcoólicas. Marco Antonio dos Santos/Diário da Região

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