Júri dos acusados de matar médico Hedilon acontece hoje

Acontece a partir das 10h30, desta quarta-feira, dia 25, o Júri Popular de dois, dos quatro denunciados pela morte brutal do médico votuporanguense Dr Hedilon Basílio Silveira Junior, que morreu aos 50 anos de idade, em uma emboscada preparada pelos acusados.

 

O julgamento acontece no Fórum da Comarca de General Salgado.

Esse será o primeiro julgamento do médico oftalmologista Drº Hedilon – que morreu em junho de 2013, durante uma emboscada em uma propriedade rural daquela cidade. Estarão no banco dos réus, os acusados Alessandro Pires Mateus e Júlio Cesar Queiroz Monteiro.

 

Os outros dois denunciados, o casal Aparecido Dias Barbosa e Erika Patrícia Cruz, apontados como os mandantes do crime, devem ser julgados em outra ocasião, já que os seus processos ainda estão em fase de recursos.

O julgamento será presidido pelo magistrado Ricardo Palacin Pagliuso e terá início às 10h30. Quatro testemunhas devem ser ouvidas durante o julgamento que tem previsão de terminar somente na noite desta quarta-feira. Os réus Alessandro e Julio estão presos na Penitenciária de Riolândia.

A Polícia Militar montou um esquema de segurança ao redor do Fórum da Comarca de General Salgado.

Além do homicídio, os réus também respondem por acusações de cárcere privado e tentativas de homicídios de pessoas que estavam com Hedilon e no sítio dele quando a vítima foi alvo da emboscada. Se forem condenados, a pena poderá passar de mais de 30 anos para cada acusado.

 

Denúncia

Conforme a denúncia apresentada pelo representante do Ministério Público José Rafael Guaracho Salmen Hussain, os réus Júlio e Alessandro teriam sido contratados por uma quantia em dinheiro para participar do sequestro e execução do oftalmologista. Na época, o MP pediu a condenação dos réus por homicídio com os qualificadores de crime mediante a recompensa, por motivo fútil, em emprego de arma de fogo, por meio cruel e mediante a emboscada que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima.

Os quatros indiciados também responderão três vezes pelo crime cárcere privado (um crime para cada refém). Com o agravante do artigo 71, que diz que a pena pode ser aumentada de um sexto a dois terços quando pratica dois ou mais crimes da mesma espécie. Os réus também foram denunciados por duas tentativas de homicídios dos reféns que foram amarrados e obrigados a pular em um rio.

O crime

Segundo o inquérito, a polícia apontou que Aparecido Dias Barboza e a companheira dele, Érika Patrícia Cruz, 33 anos, foram os mandantes do crime. A motivação seria um desacordo pelo arrendamento da propriedade rural onde Hedilon foi morto.

Eles teriam contratado Alessandro Pires Mateus e Júlio César Queiroz Monteiro para matar o médico. Mateus, acusado de efetuar os disparos com uma espingarda, confessou em depoimento que foi procurado pelo casal dias antes do assassinato e que teria recebido R$ 3 mil. Já Monteiro negou sua participação, mas segundo o delegado ele teria sido o responsável de ameaçar as vítimas com um revólver.

Além do tiro de garrucha no peito, o médico de Votuporanga foi morto por um golpe de facão na cabeça, que, segundo o delegado, foi desferido por Aparecido. Com informações de Gazeta de Votuporanga.

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