Júri condena homem após triângulo amoroso violento

Numa sessão cheia de lágrimas e a esperança por Justiça os familiares do pedreiro Fabiano José da Rocha de 39 anos morto com três tiros de revólver calibre 38, usado durante um furto em José Bonifácio–SP.

O acusado pelos disparos é o colega de profissão, Lucas Henrique Coelho, condenado a 14 anos de prisão por homicídio qualificado pelo Tribunal de júri popular desta terça-feira (08) no Fórum Central de Rio Preto.

O crime aconteceu em 19 de outubro de 2011 em uma casa localizada no Jardim Arroyo, zona Norte da cidade. Os dois trabalhadores formaram um triângulo amoroso com uma garota que atualmente admitiu não mais ser mais garota de programa.

Mesmo faltando áudio nas caixas de som instaladas dentro salão 101 do Tribunal José Jorge Junior, 5º Vara Criminal ao primeiro andar, além da família, cerca de 40 pessoas, acadêmicos de Direito, funcionários da Comarca e demais interessados no caso, puderam acompanhar os debates que ora se misturavam entre palavras do tipo “vagabunda” e “cara de pau” pelo promotor de acusação e o advogado particular contrato para fazer a defesa, Mario Guiotto Filho.

“O cara é bom de tiro agora vem aqui pedir aos jurados pedir clemencia, justiça não vai trazer de volta a vítima, mas para que a família saia com a consciência tranquila”. Disse em suas alegações o promotor responsável pela acusação, Marco Antônio Lelis Moreira.

A principal testemunha ouvida em juízo final e sobrevivente agora não sabe dizer ao certo como tudo aconteceu. Segundo as investigações, dezesseis dias antes do crime a mulher registrou um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher, contra Lucas, por conta de uma agressão, após ter decidido terminar o relacionamento há pelo menos um ano com acusado.

Em seguida ela declara ter ido morar com Fabiano, nesse intervalo da separação o agressor procurou a vítima, pediu desculpas e os dois ficaram juntos novamente. A convivência entre os dois não durou muito tempo quando pela segunda vez ficaram separados e novamente ela retoma o namoro com Henrique.

PRIMEIRO TIRO

De carro o condenado de primeiro grau foi até a residência localizada a rua, Carmem Martins Arroyo de Oliveira, Companheira de Fabiano contou que ouviu o réu chamar e não saiu e orientou Rocha abriu o portão e ouviu uma discussão, trancando-se no quarto; ouviu o primeiro tiro. Fabiano morreu vítima de um traumatismo craniano.

“Ele [Lucas] foi para matar meu irmão que abriu o portão, ele nunca teve medo e isso era o defeito dele, não teve discussão nenhuma é um teatro o que eles fizeram”. Finaliza agente de segurança irmã da vítima Rose Mara da Rocha, 42 anos.

Ainda para a Polícia, a mulher afirmou que estava sendo ameaçada e que o réu fazia uso de cocaína versão essa também distorcida em júri, brigas eram constantes e que Fabiano tinha arma dentro de uma caminhonete, apontou o réu como autor dos disparos, afirmando que ele a abandonou nas proximidades do Wallmart e justificou o ocorrido a ciúme, informando que, com o disparo, trancou-se no quarto; o réu arrombou a porta e a arrastou para dentro de um carro, falando que não a mataria porque não tinha mais munição.

Na audiência de instrução manteve a história da relação com os dois homens e que no dia dos tiros, saíram juntos, falando para Lucas que sairia com umas amigas; estava em um lanche, quando o réu passou e a avistou com a vítima; ela saiu do estabelecimento e foi para a casa de Fabiano.

INOCÊNCIA

A mulher que sobreviveu negou nas oitivas, ter sofrido ferimentos ou agressões disse que não foi sido obrigada a acompanhá-lo, afirmando, todavia, que recuperou a consciência quando estava no carro do réu um Gol, que foi para a casa do pai; viu-o entregar o revólver para uma pessoa desconhecida e não sabe como ele conseguiu a arma; comprada na antiga por R$ 800 na antiga ‘Pedra’.

Espécie de comércio irregular que funcionava embaixo do pontilhão Maria Benta, ela disse que viu a vítima também estava armada e deixou o revólver numa caminhonete.

“Sou inocente nunca tive nada com a Justiça, verdade está sendo dita agora advogado me instruiu”. Diz Lucas Coelho durante sua defesa ao juiz Cristiano Mikail.

Vestindo roupas pretas num tom de protesto familiares se concentraram ao final da sentença na frente do Fórum segurando um cartaz com a foto da vítima, a irmã, tios e primos de Fabiano que deixa uma criança.

Ao longo dos debates iniciada às 13h30 a defesa sustentou que não houve a qualificação do crime e que o cliente agiu por violenta emoção, já que a sobrevivente também se relacionava com outros além de Lucas e Fabiano.

“Não temos testemunhas oculares, emoção é uma coisa muita séria, essa mulher é tão safada que o promotor não pode processa-la, está de mãos amarradas”. Disse o advogado Mario Guioto Filho.

O conselho de sentença formado por cinco homens e duas mulheres reconheceram a intenção de matar e pela maioria de votos também entenderam que Lucas agiu de surpresa dificultando a defesa de Fabiano.

A pena que deverá ser cumprida em regime inicial fechado pode ser recorrida em liberdade pelo acusado, que graças a um Habeas Corpus respondeu toso o preso em liberdade ele só poderá ser preso se confirmado a pena no Tribunal em São Paulo. Promotoria e advogados defesa disseram que vão recorrer.

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