Julgamento do “Caso Érica” segue sem sentença

Advogado nomeado para defender Wilson Rodrigues disse que precatória foi enviada para Comarca de Taubaté, onde réu será ouvido

Após 47 dias da audiência realizada no Fórum da Comarca de Cardoso, sobre o latrocínio da votuporanguense Érica Diogo, a divulgação da sentença sobre caso segue sem data definida.

Como o réu não compareceu na última data para prestar depoimento, por problemas na escolta, ele será ouvido por um juiz na Comarca de Taubaté, cidade onde está recluso em um manicômio para presos. E isso, segundo o advogado de defesa nomeado para trabalhar no caso, leva tempo.

O assassino confesso Wilson Aparecido Rodrigues foi transferido há exatamente um ano para a Casa de Custódia e Tratamento Psiquiátrico “Arnaldo Amado Ferreira”, em Taubaté, que mantém detentos com problemas psiquiátricos. Na época, a polícia realizou a transferência da Cadeia de Votuporanga, pelo fato do acusado possuir laudo médico apontando que se trata de uma pessoa que necessita de tratamento. Na unidade, Wilson convive com cerca de 270 presos.

Segundo o advogado de Wilson, Juliano Borges, em informação passada por telefone na última semana, a juíza expediu a precatória do caso para o juiz da Comarca de Taubaté, com as informações do processo, e ele ficará encarregado de tomar o depoimento do réu. Após Wilson Aparecido Rodrigues finalmente dar sua versão sobre os fatos, o processo voltará para Cardoso, para as considerações finais da acusação e para ser avaliado pela juíza Helen Komatsu, que poderá dar a sentença.
Como envolve outra Comarca e o envio de documentos, o caso pode demorar meses para ter um desfecho. Ainda de acordo com o advogado, mesmo após ter se passado um mês e meio da audiência, é esperado que o caso demore ainda mais tempo para retornar a Cardoso, sem previsão de data.

A audiência sobre o caso aconteceu no dia 4 de fevereiro. e apenas o jornal A Cidade, entre a imprensa escrita da região, teve autorização para acompanhar. A única pessoa que prestou depoimento foi a mulher do acusado, que contou detalhes sobre o que aconteceu no final de semana do dia 20 de dezembro de 2012.

A mulher, contou à juíza que na época do crime, ela e Wilson estavam se desentendendo bastante, porque ele voltou a ingerir bebida alcoólica, mesmo fazendo uso de medicamentos controlados, devido à problemas psiquiátricos. Eles se separaram em Votuporanga no dia do rapto e assassinato de Érica e, no dia seguinte, Wilson chegou em casa e agiu normalmente. Segundo a versão apresentada, o réu não agredia a mulher fisicamente, mas era agressivo verbalmente. “Ele não tinha o costume de andar com faca”, disse em depoimento.

“Caso Érica”: 

Érica Diogo Guilherme, de 33 anos, foi sequestrada e morta na noite de 20 de dezembro de 2012. Ela foi vítima de rapto após sair de um supermercado no Parque Brasília, em Votuporanga. O corpo de Érica foi localizado no córrego Tomaizinho, embaixo de uma ponte, na rodovia que liga Cardoso a Riolândia. O acusado foi preso na rodoviária de Cardoso. Jociano Garofolo/A Cidade

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