Juiz eleitoral estimula jovem a votar consciente

O juiz da 5.ª Vara do Fórum de Votuporanga, Sérgio Martins Barbatto Junior, também preside as eleições deste ano na Zona Eleitoral.
E para incentivar os adolescentes em idade de alistamento a exercerem sua cidadania, ele está visitando escolas estaduais e particulares com o projeto “Vota Jovem”.
Na manhã de ontem o juiz esteve com os alunos do IFSP (Instituto Federal do Estado de São Paulo). Além de falar sobre as eleições, o juiz esclareceu diversas dúvidas dos jovens em relação à área de Direito e também da justiça eleitoral.

Votar sim, dirigir não
Um estudante fez a pergunta tradicional entre os jovens: se um adolescente pode votar a partir dos 16 anos e escolher seus representantes, por que não poderia tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação)?
O juiz respondeu que o voto é uma atitude cívica, onde a pessoa pode expressar seu direito de escolher os governantes, mas nem todos pensam assim. “O voto é o momento em que todos podem decidir o futuro da cidade e até do Brasil. Creio que se os jovens fazem tanta questão de somente pensar em tirar carta, deveriam cumprir seus deveres ao invés de exigir outro. Com 18 anos é obrigatório votar, é um dever cívico, porém, difícil convencer todos”, frisou.
Ele disse que a democracia no Brasil só foi conquistada em 1988, o que na opinião dele é pouco tempo se comparado a outros países. 
Quem não vota deve justificar o motivo, além de pagar multa de R$ 3,50.
“O problema não é nem pelo dinheiro, mas sim, porque a pessoa não pode tirar CNH, não assume cargo público se aprovado, não faz um curso superior, uma vez que o documento é muito exigido”, disse.

Fiscalização
Um jovem perguntou sobre qual é o papel do juiz eleitoral. Júnior disse que como neste ano as eleições são para presidente, governador, senador e deputados (federal e estadual), o trabalho do Cartório Eleitoral será somente fiscalizar e organizar tudo para o dia 4 de outubro. Quando ocorrem as eleições municipais, onde se elegem prefeito e vereadores, a função é mais intensa, onde cada candidato passa por julgamento. 
Outro o indagou sobre os crimes eleitorais. O magistrado explicou que no país mais de mil atitudes podem ser consideradas como crime nesta área, mas que a maioria é considerada como simples. Mais de 90% não responde pela conduta preso.

Urna eletrônica
Um jovem perguntou ao juiz se a urna eletrônica garantiria total segurança aos eleitores. Na opinião dele, o aparelho é um dos sistemas mais seguros que existem, pois é feito intranet e não está ligado à internet. “Seria um perigo para todos se o sistema funcionasse via internet, pois aí os rackers iriam tentar algo”, falou.
Antes de registrar os votos, a urna emite um boletim, constando que no equipamento não há nenhum voto. Entretanto, se aparecer algum, a urna é cancelada e lacrada. Karolline Bianconi

karol@acidadevotuporanga.com.br

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