Juiz diz que cedo ou tarde assassino de Aline será preso

O juiz Sérgio Martins Barbatto Junior declarou: por mais que João Henrique Rodrigues, conhecido como Buiú, se esconde, a polícia de Votuporanga ou de qualquer outra cidade o encontrará cedou ou tarde. Ele é o principal suspeito pela morte de Aline Barbosa, ocorrido em 16 de fevereiro deste ano, em um prédio do bairro Parque das Nações. 

Buiú chegou até a utilizar seu perfil em uma rede social (atualmente excluído) para fazer ameaças também aos familiares e ao namorado de Aline. A polícia, tanto a Militar quanto a Civil, buscam encontrar o suspeito. 
Barbatto afirma que o trabalho está sendo feito por parte da polícia e elenca os motivos que até agora impediram a captura do rapaz: a primeira é a de que ele pode estar recebendo apoio de familiares e amigos para se manter escondido; ou residindo em um bairro diferente do de costume, ou também, ter se mudado para outro município/estado. “Ele pode se esconder em qualquer lugar, mas não será invisível para sempre. Nós o encontraremos e será julgado pelo crime que aponta para ele como autor”, destacou o juiz, que já decretou a prisão do rapaz.

Cadeia
O juiz ainda aguarda uma resposta da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo para que alguma providência seja tomada em relação a cadeia da cidade. Para ele, a péssima estrutura impede os trabalhos carcerários, sendo necessária a desativação. “Pedi desde setembro para a Corregedoria e a decisão deve vir ainda da capital. Se não for permitido, que tentemos então uma ampla reforma”. 

Conseg
O juiz ministrou palestra na manhã de ontem no Conseg (Conselho Comunitário de Segurança). Ele falou sobre o trabalho do Poder Judiciário no país e chegou até a sugerir ações que visem inibir a violência.
Para ele, é primordial que haja policiamento ostensivo e que os trabalhos das polícias  Militar e Civil seja valorizado. Enquanto que no Braisl a taxa de homicídios esclarecidos é de 5% a 8%, nos Estados Unidos varia até 90%.
Em segundo vem a integração da comunidade, excluindo as populares “bolhas sociais”. Ele explicou que o termo se refere a individualidade de cada pessoa, que preza somente pelo cuidado com sua casa e bairro, esquecendo do comportamento cidadão em todo o resto da cidade.
Em terceiro é a necessidade do país melhorar os projetos de inclusão de pessoas que já cometeram crimes. “Todos merecem uma segunda chance, ao menos que a própria pessoa não queira mais”, falou. Em quarto lugar, um trabalho que vise a comunidade respeitar autoridades (policiais, professores, juízes, médicos, entre outros), e que as mesmas também honrem com suas obrigações.

Votuporanga
O juiz responde pela 5.ª Vara do Fórum de Votuporanga, é diretor da cadeia e também presidirá as eleições deste ano na Zona Eleitoral. Ele disse que no seu dia a dia os casos mais analisados são tráfico de drogas, lei Maria da Penha e ocorrências envolvendo trânsito (embriaguez, por exemplo).

Maioridade penal
Junior é contra a redução da maioridade penal, tanto discutida nos dias de hoje. “Temos hoje 600 mil pessoas presas no Brasil. É o quarto país que mais têm pessoas presas. Desde número 2/3 estão presos provisoriamente. Existe uma demora muito grande em julgar os processos, alguns crimes são sentenciados depois de 5 ou 10 anos. Se começar a levar muitos menores para a cadeia, como será esta quantidade de presos nos próximos 20 anos?”, indaga. Karol Bianconi A Cidade

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