Juiz condena assassino de Hélton a 20 anos de prisão por latrocínio

O servente de pedreiro Adriano Santos Oliveira, 20 anos, foi condenado a 20 anos de prisão, em regime fechado, por matar enforcado o jornalista Hélton Eduarti de Souza, de 28 anos.O crime aconteceu na noite do dia 26 de fevereiro, em um galpão do Recinto de Exposições de Valentim Gentil.

 

A sentença do juiz Reinaldo Moura de Souza, da 2ª Vara do Fórum de Votuporanga, será publicada entre hoje e amanhã no Diário Oficial, segundo o promotor de Justiça, Marcus Vinícius Seabra.

 

Ele não irá recorrer da sentença. “Foi umacondenação superior, se comparado com eventual sentença pelo Tribunal do Júri. Se fosse julgado por homicídio com uma qualificadora, pegaria 12 anos. Se fossecomduas qualificadoras, seria 16 anos”, afirma o promotor, que está respondendo pelo caso porque o promotor João Alberto Pereira está de férias.

 

juiz acatou a tese da promotoria de latrocínio, que é roubo seguido de morte.Osadvogados Gésus Grecco,Romualdo Castelhone e Douglas Teodoro Lisboa apresentaram a defesa do assassinato como homicídio preterdoloso (lesão corporal seguida de morte). Até a tarde de ontem, os advogados não tinham conseguido acesso à sentença.Otrio pode entrar com recurso em 10 dias. Na sexta-feira, a mulher do assassino, Vanessa Jaqueline dos Santos, de 19 anos, que está grávida, foi inocentada.

 

 

No mesmo dia, a família foi até a penitenciária de Tupi Paulista buscar Vanessa. Segundo os advogados de defesa, a mulher, apontava nas investigações como co-autora, não teve nenhuma participação no latrocínio. Objetos do jornalista, como toca-CD’s, celulares, notebook e foram encontrados na residência do casal, em Valentim Gentil. O carro da vítima foi deixado pelo assassino na volta pra casa. Desde o dia de sua prisão, o servente de pedreiro confessou o crime e disse em depoimento que agiu sozinho.

 

O corpo do jornalista estava com a calça abaixada na altura dos joelhos e apresentava marcas de mordida na região da virilha, além de estar molhado de urina. Na época, o promotor João Alberto Pereira disse que o servente de pedreiro matou “com requintes de crueldade”. Em interrogatório, Oliveira confirmou que os dois foram até um galpão em construção no recinto e começaram a brigar após trocar carícias.

 

 

O servente de pedreiro, segundo o depoimento, enforcou o jornalista com o braço e, posteriormente, com a camisa da própria vítima. Ele está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Riolândia e deve ser transferido nos próximos dias. O local da prisão não foi divulgado e nem o valor da multa que terá pagar, além de cumprir a pena.

Sobre o jornalista

Souza se formou em jornalismo no Centro Universitário de Votuporanga (Unifev) e morou na cidade enquanto trabalhava no jornal A Cidade. O jornalista foi repórter do Diário, em Rio Preto, além de ter trabalhado na Folha da Região, em Araçatuba. A família do jornalista não quis comentar a sentença. Na época do crime, o jornalista trabalhava na assessoria de imprensa da Santa Casa de Fernandópolis e morava com os pais, em Pedranópolis. Ele completaria 29 anos este mês.

Luciano Moura
luciano.moura@diariodaregiao.com.br
Andressa Aoki
andressa.aoki@diariodaregiao.com.br

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