Jovens buscam pelo próprio negócio antes dos 30

Cada vez mais o mercado brasileiro está sendo liderado por pessoas jovens que têm proposta de fazer algo diferente. São várias as vertentes que podem estar proporcionando esse crescimento, mas algumas delas é o interesse em se buscar novidades para o respectivo segmento; dar continuidade a um negócio de família, porém, com uma identidade mais jovem; ou o desejo de ser, simplesmente, dono do próprio negócio.
Em 2008, uma pesquisa realizada pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostrou que o Brasil está na 13ª posição do ranking mundial de empreendedorismo, com uma média de 12 a cada 100 brasileiros realizando alguma atividade empreendedora.
Dado ainda mais motivador é que, de acordo com o mesmo levantamento, os empreendedores que buscaram a chamada oportunidade genuína, ou seja, iniciar uma atividade para obter maior independência, passaram de 38,5% em 2007 para 45,8% em 2011.
Dentro do grupo das principais economias mundiais, o G-20, o Brasil (12,02%) é o terceiro mais empreendedor, atrás apenas da Argentina (16,54%) e do México (13,09%). Somente 3,4% dos empreendedores lançam produtos novos, com diferencial tecnológico nacional.
Entidades industriais e o setor privado, em todo o país, já agrupam os jovens com esse perfil para garantir uma identidade. Exemplos desse trabalho são: o Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, e a Ação Jovem do Mercado Financeiro (BMF&Bovespa) em São Paulo, a Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), em Brasília; o Instituto de Estudos Empresariais (IEE), no Rio Grande do Sul; entre outros.
Luta
Irmãos dizem que é errando que se aprende
Karolline Bianconi
Bruno Ferrari Nadotti, 28, e o irmão Ricardo Ferrari Nadoti, 31, embora sendo jovens, já possuem negócios que estão crescendo.
Administram em sociedade, há cinco meses, a Leluh Multimarcas, além de uma construtora em São José do Rio Preto, a Nadoti Empreendimentos. Atualmente, a construtora está com o projeto de duas torres em Rio Peto; em Votuporanga, já existem quatro prédios residenciais.
Ambos possuem experiência no banco Bradesco, em São Paulo. Para eles, o trabalho em agência bancária fez com que tivessem conhecimento na área econômica.
Os irmãos decidiram escolher Votuporanga e deixar São Paulo. “A cidade é empreendedora”, falaram.
Eles falam que é necessário que os jovens persistam em seus negócios e saibam crescer quando acontecerem erros. “No começo é quase que impossível não perder dinheiro, pois é errando que se aprende.
Também é necessário saber ouvir ‘sim’ e ‘não’. Quando as coisas não estiverem legais, o conselho é que se saia do foco e tente enxergar como alguém de fora, se questionando: como eu faria?”, diz Ricardo.
Foco no cliente
Ricardo contou que nos negócios sempre focaram o bom atendimento ao cliente. Uma das estratégias usadas para valorizá-los é convidá-los para estampar editoriais. “Ao invés de se pagar uma modelo, que vai aparecer bem mais que o produto, chamamos o cliente para que ele participe da foto. Isso valoriza a pessoa que compra em nossa loja, pois ela é o nosso maior interesse”, acrescentou.
Ricardo explicou que assim como no comércio, na construtora também se deve ouvir o cliente. Para eles, é essencial ouvi-lo na pré-venda, no ato do fechamento do negócio e após a assinatura do contrato. “A atitude simples em saber ouvir é um retorno muito grande. Não é porque o cliente fechou negócio que ele não mereça atenção, muito pelo contrário. Se o cliente desejar algo que está ao nosso alcance, temos que atendê-lo. E devido a esta metodologia, temos tido 95% de aceitação”, frisou.  (Karol Bianconi – A Cidade)

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