Jovem acusa mulher de estuprá-lo em Praia Grande

Um suposto estupro cometido por uma mulher contra um estudante de 21 anos é apurado pelos investigadores da Delegacia de Praia Grande. O crime teria ocorrido na noite de terça (1), na Vila Tupi, perto de uma agência bancária.

Em depoimento, o jovem alegou que foi obrigado a manter relações sexuais com uma mulher desconhecida, que estava nervosa por ter sido dispensada pelo ex-namorado.

Segundo ele, a desconhecida aparentava estar alcoolizada e fez a abordagem logo após ele descer de um ônibus, num ponto da Avenida Presidente Kennedy. De vestido verde, a acusada agarrou o jovem repentinamente e disse que queria alguém para passar a noite, pois o seu namorado havia acabado de encerrar o relacionamento.

Sem interesse, o rapaz tentou se desvencilhar. Mas, ao ver a aproximação de uma viatura da Polícia Militar, a desconhecida teria ameaçado gritar por socorro para acusá-lo de estupro. Com medo, o jovem aquietou-se. A mulher, então, avisou que o levaria para a casa dela. Porém, no trajeto, parou atrás de um carro estacionado e se despiu. Na sequência, teria forçado o estudante a fazer sexo sem preservativos.

Após o estupro, o jovem colocou a sua roupa e deixou o local correndo. Ao chegar em casa, relatou o ocorrido à mãe. Na tarde de quarta-feira, os dois compareceram à Delegacia da Cidade e comunicaram o caso ao delegado Alexandre Comin, que registrou a ocorrência.

Após colher o depoimento do jovem, Comin o encaminhou ao Hospital Irmã Dulce, onde foi orientado a tomar comprimidos antiretrovirais. “Vamos apurar tudo detalhadamente para descobrir o que realmente ocorreu naquela noite”, afirmou o delegado.

Atípico

Para a psicóloga e terapeuta sexual Márcia Atik, esse tipo de crime não é comum. Porém, pode acontecer. “Homens e mulheres têm o mesmo instinto sexual. Algumas mulheres realmente têm um jeito mais agressivo. O problema é que a função sexual masculina é completamente emocional. Numa situação de ameaça ele não vai conseguir se relacionar”, conta ela.

Já a psicóloga e terapeuta Paula Carvalhaes diz que casos assim não existem na literatura. “O homem precisa sentir desejo para conseguir manter uma relação sexual. Se não tiver foco total, não consegue. O que pode ter ocorrido é ele ter se envolvido pela abordagem violenta da mulher e sentido desejo. Assim, é difícil dizer que foi estuprado”.

A Tribuna

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