Jarbas era meu amigo particular e ainda não consigo entender o que aconteceu, diz Orlando Rosa

Ainda tentando digerir e associar todos os fatos ocorridos nos últimos seis meses, o médico Orlando Cândido Rosa, vítima de um atentando em 12 de junho deste ano, saiu do silêncio e convocou a imprensa para uma coletiva realizada na manhã desta quinta-feira.

 

Com dificuldades para se posicionar na cadeira, decorrente da cirurgia para retirada da bala que atingiu o tórax, o médico confessou que ainda está chocado diante de tantas revelações, principalmente da participação do seu ex-melhor amigo Jarbas Alves Teixeira.

Ele disse que tudo poderia ter sido evitado se Jarbas o tivesse procurado para esclarecer as ameaças via telefone e por meio de cartas. Garantiu que não tinha nenhum conhecimento do que estava acontecendo. “Não consigo entender porque ele (Jarbas) não me procurou, já que era amigo dele. Chegasse e perguntasse sobre as ameaças, juntos teríamos ido à polícia e pedido ajuda para resolver esse problema, mas não, preferiu acreditar em um funcionário que há tão pouco tempo tinha amizade”, disse.

Orlando mencionou que toda a família era amiga, inclusive a esposa de Orlando foi madrinha do primeiro casamento de Jarbas e ainda não consegue entender tudo que aconteceu. O médico diz que Jarbas foi o grande arquitetador do atentado e não acredita que ele tenha sido vítima do motorista Ronaldo Mota.

Por quase 1h30, Orlando falou sobre a antes e pós-atentado, contando a vida particular desde quando começou a trabalha como engraxate aos oito anos de idade até se formar médico e prestar serviço aos trabalhadores que construíam a rodovia Transbrasiliana no interior da Amazônia. Falando muito sobre Deus, Jesus e no catolicismo, mencionou a apegação familiar na religião e os ensinamentos deixados pela mãe. Citou ainda a passagem de Jesus que veio ao mundo para salvar o pecador, mas se referiu ao ex-amigo como ateu que não acredita na existência de Deus.
“De alguns anos para cá Jarbas começou a se afastar dos amigos, não havia mais convivência entre nossas famílias. Não saíamos mais para bater papo e falar sobre a profissão, como fazíamos constantemente, eu, ele e o finado Tonzé. (Antônio Zaparoli). Jarbas foi se isolando, talvez fosse pelo poder que ele tinha, não sei, mas nos últimos meses ele somente aparecia nas fotos com Ronaldo e Rivelino. Ainda não consigo entender porque o motorista tinha até o cartão e a senha bancária dele”, indignado mencionou Orlando.

Orlando ainda disse que encontrou Ronaldo pouco depois do atentado e chegaram a conversar sobre o estado de saúde. Sobre Rivelino, ele disse que o encontrou e começaram a conversar sobre amizade e relembrar fatos com Jarbas. “Não sei qual a participação de Rivelino nisso, mas quando conversou comigo foram palavras de amizade e nada que indicasse ao atentado”.

O médico achou estranha a falta de um telefone ou uma visita de Jarbas após o atentado: “Achei estranho ele não ter me ligado ou ido falar comigo, pois éramos grandes amigos, mas já vinha se afastando há algum tempo”.

Na conclusão, ainda não conseguiu entender a achar motivos que justificasse a tentativa de homicídio.

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