Irmãos Scamatti se entregam à Justiça de Rio Preto

A Polícia Federal de Rio Preto confirmou que os quatro irmãos Scamatti – Édson, Pedro, Dorival e Mauro – se apresentaram na tarde desta terça-feira na delegacia da cidade.

 

Com a prisão decretada na semana passada pela Justiça Federal de Jales, a pedido do procurador da República Thiago Lacerda Nobre, os quatro eram considerados “foragidos”. Todos já foram levados para o Centro De Detenção Provisória (CDP), já que não conseguiram habeas corpus junto ao Tribunal Regional Federal (TRF).

Quatro ex-prefeitos da região são investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Rio Preto na operação “Fratelli” deflagrada no dia 9 de abril para combater fraudes em licitações. Estão na mira dos promotores de Justiça o ex-prefeito de Auriflama José Jacinto Alves Filho, que foi denunciado em ação penal a pedido do Ministério Público Federal (MPF), o ex-prefeito de Jales Humberto Parini (PT), o ex-prefeito de Santa Adélia Dorival Monteiro do Amaral e o ex-prefeito de Sebastianópolis do Sul José Antonio Abreu do Valle. 

De acordo com o promotor do Gaeco João Santa Terra os ex-prefeitos são suspeitos de cometer possível crime de fraude em licitação durante as suas respectivas gestões. “Todos continuam como investigados porque ainda não concluímos as investigações”, disse Santa Terra.

De acordo com o promotor do Gaeco, outros dois prefeitos da região também estão sendo investigados por suposto crime de fraude em licitação. Santa Terra já encaminhou para a Procuradoria Geral de Justiça o possível recebimento de propina pelos prefeitos de Neves Paulista, Octávio Martins Garcia Filho (DEM), o Tavinho, e de Palestina, Fernando Luiz Semedo (PP). Os promotores dos dois municípios receberam também representações para abrir inquéritos civis para apurar possível ato de improbidade administrativa.

Tavinho e Semedo são acusados de receber, respectivamente, R$ 20 mil e R$ 30 mil “em troca da aprovação do projeto de desdobro de loteamento do Grupo Scamatti”, segundo consta em denúncia do Ministério Público Federal (MPF) de Jales. Ambos, porém, não podem ser investigados pelo MP de primeira instância por terem foro privilegiado. Os dois negam as acusações.

De acordo com o Gaeco, os ex-prefeitos deveriam ser os primeiros investigados a prestar esclarecimentos dentro da operação “Fratelli”. “Com relação à base do entendimento de que cada uma das referidas pessoas têm conhecimento sobre fatos de interesse para a investigação, entendemos ser suficiente esclarecer que esse substrato está várias das conversas telefônicas interceptadas terem referidas pessoas como um de seus interlocutores e no fato de que o conteúdo das conversas indica, por si só, que aquelas pessoas têm conhecimento sobre os crimes investigados, especialmente as fraudes a licitações”, consta em trecho do pedido apresentado por Santa Terra ao juiz da 1ª Vara de Fernandópolis, Evandro Pelarin, no dia 5 de abril deste ano.

Para o Gaeco, integrantes do Grupo Scamatti colocaram em prática “um enorme esquema de fraudes em licitações que tinha como objeto obras municipais – principalmente de pavimentação asfáltica e construção de galerias – corrompendo prefeitos, funcionários públicos e sócios de outras empresas licitantes, a fim de que as empresas do grupo fossem declaradas vencedoras dos respectivos certames e executassem as obras, reunindo-se indícios de que era o Grupo Scamatti que definia e define o valor pelo qual a obra licitada, cabendo aos próprios empresários montar as planilhas orçamentárias e memoriais descritivos que as prefeituras mais tarde viriam usar nas licitações”.  diarioweb.com

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