Investigação sobre tiros em viatura esbarra na falta de testemunhas

Delegado Márcio Nobuyoshi Nosse, da DIG, explica que pessoas preferem não se comprometer por medo; polícia ainda procura autor dos disparos

 

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Votuporanga ainda segue pistas para tentar descobrir o autor ou autores dos disparos em uma viatura da Polícia Militar.

 

O crime, registrado como tentativa de homicídio, aconteceu na madrugada de segunda-feira, dia 6 de janeiro, na rua Joaquim Franco Garcia, no bairro da Estação.

Na ocasião os dois policiais militares que sofreram o atentado não saíram feridos. Dos seis disparos ouvidos pela dupla apenas um acertou a viatura, atingindo o pneu dianteiro direito, que ficou furado.

O delegado da especializada, Márcio Nobuyoshi Nosse, explicou que trabalha com o nome de três suspeitos, mas que não há nada palpável que coloque alguma dessas pessoas como responsável pelos disparos, ou ao menos como coautor.

Nosse contou ainda sobre a dificuldade em ouvir testemunhas sobre o fato, e que os próprios policiais militares não podem auxiliar muito na investigação, já que não conseguiram observar de qual direção vieram os tiros.

 

“Ali naquela região é difícil que alguém aponte alguma pessoa como autor do crime. Vi isso especialmente durante a investigação do duplo homicídio (assassinato de pai e filha em bar no ano passado). Identificamos que a testemunha estava no local, mas a pessoa fica com medo e não fala. Nesta investigação também temos enfrentado dificuldades”, afirmou.

 

A principal hipótese trabalhada pela Polícia Civil é que o fato foi na verdade uma retaliação ao elevado número de casos de prisão por tráfico de drogas na região sul de Votuporanga nos últimos meses.

 

Já a quantidade de pessoas que participaram da tentativa de assassinato ainda é uma incógnita. “A ligação foi feita por uma mulher, então é possível que houvesse ao menos mais uma pessoa para realizar os disparos”, completou.

 

Crime

Segundo informações do boletim de ocorrência registrado no Plantão Policial Permanente, durante a madrugada os policiais militares receberam via CAD (Centro de Atendimento e Despacho) uma denúncia que alguém estariam realizando manobras perigosas com um veículo na região da rua Joaquim Franco Garcia, na Estação.

 

Os policiais então se deslocaram até o local por volta das 1h30 e ao chegarem no lugar indicado não encontraram nada de incomum. Alguns minutos depois a viatura começou a ser alvejada por disparos de arma de fogo, sendo seis no total, porém apenas um tiro atingiu o veículo no pneu dianteiro direito, furando-o. De acordo com as vítimas, não foi possível visualizar o autor dos disparos.

 

Patrulhamento foi realizado pela região, mas os policiais não conseguiram identificar nenhum suspeito pelo crime. A Polícia Técnico-Científica compareceu ao local do fato para a realização de exame pericial. CRED: André Nonato/O Jornal

 

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