Indústria da região perde 900 vagas em agosto

A recessão apertou ainda ainda mais a região de Rio Preto. Pelo quarto mês consecutivo, o Centro das Indústrias do Noroeste Paulista, diretoria regional de Rio Preto do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), composto por 102 municípios, fechou em baixa na geração de empregos. Com variação negativa de 0,88%, esse é o segundo pior resultado para o setor no ano, atrás apenas de julho, quando a baixa foi de 1,58%. O número significa uma redução de aproximadamente 900 postos de trabalho.

No ano, o acumulado é de -1,29%, o que representa aproximadamente mais de 2 mil postos de trabalho a menos. Nos últimos 12 meses a situação é ainda mais alarmante. De setembro de 2013 a agosto desse ano, a baixa acumulada é de -5,94%, ou seja, aproximadamente 6.250 postos de trabalho a menos. Dos 22 setores analisados, a diretoria de Rio Preto obteve resultados negativos em 12 deles. O setor de produtos diversos foi o que registrou a maior baixa do mês, -7,23%, seguido por máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,80%); produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,03%); e celulose, papel e produtos de papel (-2,44%).

Outros setores que pesaram no resultado foram o de coque, petróleo e biocombustíveis (-1,99%) e o de veículos automotores e autopeças (-2,02%). De 2005 até agora, agosto desse ano foi o terceiro pior resultado do mês, atrás apenas de agosto de 2013 e 2006, que tiveram baixas de 1,30%. Para o diretor regional do Ciesp em Rio Preto, José Luiz Franzotti, os números são um reflexo da situação econômica do País no momento. “Eles refletem as incertezas do momento pelo qual passamos. Mas não é algo exclusivo desse ano.

Nos últimos dez anos, a indústria fechou com saldo positivo na geração de vagas em apenas dois, 2007 e 2010”.
Segundo ele, a sensação é de que a indústria está sendo penalizada pelos governos mais recentes. “As políticas adotadas não valorizam a indústria nacional. O governo federal não entendeu ainda que a indústria é o carro chefe. É preciso incentivar o setor com políticas fiscais mais justas e encargos trabalhistas menores”, afirma. O economista Hipólito Martins Filho, professor da Faculdade Dom Pedro II, de Rio Preto, acrescenta que a indústria sofre ainda mais por conta de probnlemas estruturais do setor e também poela falta de reformas que deveriam ter sido promovidas pelo Estado.

“Existe um componente de ineficiência no nosso parque industrial, com muitos segmentos com problemas de competitividade. Entretanto, a situação é mais complicada quando se observa que a economia precisa de mudanças nas questões previdenciária, tributária e até na legislação trabalhista, para náo falar em investimentos na infraestrutura, como mais estradas, melhoria nos portos e um aproveitamento melhro de ferrovias. Quando a economia desacelera tudo isso ajuda a empacar o desempenho”, diz martins Filho

Estado

O desempenho negativo não foi exclusividade da região de Rio Preto. Das 35 diretorias do Ciesp pesquisadas, 27 delas tiveram queda no nível de emprego, enquanto duas permaneceram estáveis e apenas seis tiveram resultado positivo. As variações positivas vieram das diretorias de Mogi das Cruzes (0,78%), São Carlos (0,71%), Jaú (0,62%), Cotia (0,29%), São José dos Campos (0,22%), Indaiatuba (0,19%) e Jundiaí (0,10%). No entanto, não foram capazes de segurar o resultado em todo o Estado.

São Paulo, capital, teve queda de 0,56%. O ABCD também teve variação negativa (-0,65%), assim como a grande São Paulo (-0,35%) e o interior (-0,72%). Com esses números, o Estado fechou agosto com baixa de 0,58%.O pior resultado foi da diretoria de Matão, que em agosto atingiu -3,18%. No ano, a situação é levemente melhor. Das 35 regionais, 11 apresentam variação positiva, duas estáveis e 22 negativas. Já nos últimos 12 meses, o cenário é ainda pior, com apenas duas diretorias com variação positiva, uma estável e 32 negativas.

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