Incra pede prazo de 180 dias ao município

Documento diz o órgão vai buscar na região uma área para abrigar as famílias

O processo para a reintegração de posse da área da Prefeitura invadida pelo Acampamento Nelson Mandela II, ainda continua tramitando na justiça. Porém, há a possibilidade da Administração deixar as famílias no local por mais tempo.

O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), protocolou nesta terça-feira, dia 2, um ofício na Prefeitura, assinado pelo superintendente regional do Incra-SP, Wellington Diniz Monteiro, e pela coordenadora do Acampamento Nelson Mandela, Gildete Maria de Jesus dos Santos Gotarde.

Nele consta o pedido acordo para tentar acomodar provisoriamente as famílias de trabalhadores em terra que se encontram no acampamento. “Solicitamos à vossa senhoria que se digne em conceder o prazo de 180 dias a contar da data de hoje para as famílias acampadas; realizar buscas na região de uma área que possa abrigar de forma provisória as famílias; iniciar trabalhados que possam vir a resultar na criação de um projeto de assentamento na região”.

As famílias acampadas através de seus coordenadores que também assinaram o ofício se comprometem a, no caso de não realocamento no prazo solicitado (180) dias, desocupar a área de forma espontânea, sem qualquer ônus para a Prefeitura. “Ressaltamos a importância dessa medida, frente aos prejuízos sociais irreparáveis que podem ser ocasionados ao despejar as famílias”, finalizou o documento.

A Prefeitura de Votuporanga informou que, de posse do documento do Incra, está analisando o caso.

Terras

Neste sábado, às 10h, haverá uma reunião em Ouroeste com proprietários de terras da região de Cardoso e Riolândia, com o superintendente regional do Incra-SP, Wellington Diniz Monteiro. O encontro foi viabilizado pelo vereador Jura (PT), que se comprometeu com as famílias acampadas em propor a negociação de um prazo maior para que fiquem no local.

“Nosso objetivo é levar esses produtores para conversar com o Incra, e entender melhor como funciona a venda de terras. O instituto compra áreas no estado de São Paulo para realizar os assentamentos, por isso estamos fazendo esta mediação”, contou Jura. Isabela Jardinetti/A Cidade

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