Idoso acusado de matar Priscila vai à juri ainda neste ano

Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo negaram o recurso da defesa de Manoel Américo da Costa, de 67 anos, acusado de ter matado a jovem Priscila de Souza, de 22 anos, no dia 3 de setembro de 2010. Com a decisão, a previsão é que ele seja submetido à júri popular ainda neste ano.

O julgamento do recurso ocorreu na 13ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, com a participação dos desembargadores San Juan França, Renê Ricupero e França Carvalho. O recurso havia sido interposto contra a decisão do juiz da 1ª Vara Judicial de Votuporanga, que pronunciou Manoel Américo da Costa como autor do assassinato de Priscila, submetendo-o a julgamento no tribunal do júri.

O recurso, elaborado pelo advogado de Manoel, Marcus Gianezi, buscava a impronúncia do suspeito, e o afastamento das qualificadoras. Segundo a denúncia do Ministério Público, acatada pela Justiça local e agora pelo TJ, o acusado, inconformado com o fato da vítima, Priscila, pretender romper o relacionamento amoroso que mantinham, e estando os dois no veículo do réu, rumaram em direção à estrada Adriano Pedro Assi (27). Em determinado trecho, junto a um canavial, Manoel parou o carro e sem que a vítima pudesse se defender, pegou uma gravata que levava no veículo, colocou no pescoço da moça e a enforcou.

Ainda segundo a denúncia, a superioridade física do acusado impediu qualquer chance de defesa, tendo Priscila falecido de asfixia, após sofrimento prolongado. Em seguia, ele retirou o corpo do veículo e o colocou em um canavial, incendiando a vegetação ao redor com fósforos que levava consigo. Esta versão teria sido admitida pro Manoel, na presença de um representante do Ministério Público.

Parte da gravata utilizada para o enforcamento foi achada junto ao corpo, enquanto outra foi apreendida. Para o TJ, há indicação de que Manoel está envolvido com os fatos e cabe ao júri popular a decisão sobre o caso.

Família espera por justiça

Quase dois anos depois do homicídio da jovem Priscila de Souza, a família da vítima ainda convive com a dor da perda, mas espera ter a justiça como conforto. Em entrevista dada ao jornal A Cidade, o montador Jorge Luiz de Souza, que afirmou que a família ainda sofre a perda jovem e que a resolução do caso ao menos trará conforto, com sensação de que o correto foi feito.

“A família espera por justiça. Ainda estamos todos transtornados. Vejo minha mãe tentando se recuperar, superar, mas não é fácil para ela ter perdido a filha, ainda mais sendo abandonada e queimada em um canavial. Meu pai também sofre, pois era ela quem mais ajudava ele. A filhinha de Priscila, mesmo pequenina, às vezes lembra e chama pela mãe”, afirmou.

Quanto à expectativa sobre o julgamento de Manoel Américo da Costa, Jorge acredita que de qualquer formar, o “grande mal” já foi feito, e que não é o que vai acontecer de agora em diante que servirá para justificar a morte da irmã. “Para a gente está sendo muito difícil, pois o crime já destruiu a família. Vamos seguindo em frente. Esperamos sim que a justiça seja feita e que o assassino pague, mas não por vingança e nem acreditando que vai trazer nossa irmã de volta, mas por ser a única sensação de conforto que podemos ter”, afirmou. (Jociano Garofolo (A Cidade)

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