Idoso acusa médico de agressão na Santa Casa

Um idoso de 67 anos, morador de Tanabi, procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência no qual diz ter sido agredido por um médico na Santa Casa do município. A agressão teria ocorrido na segunda-feira, 3. José Lima Neves, aposentado, conta que encontrou na rua uma prima chorando, dizendo que o médico havia machucado sua garganta durante o exame na Santa Casa e lhe tratado mal. Ela saiu do hospital ainda sem se sentir bem.

O idoso então se dirigiu ao hospital com a prima, a deixou lá e foi chamar seu filho, que trabalha perto, para levar a mulher para casa. Ao voltar à Santa Casa para buscar a prima, teria encontrado o médico no corredor e questionado sobre a mulher. “É direito nosso perguntar”, diz. Conforme o boletim de ocorrência, o objetivo era que a prima fosse medicada. O profissional então teria começado a gritar, dizendo que esse era seu jeito e que a paciente não tinha nada.

José então teria dito que o médico era estudado, tinha faculdade e deveria ter mais educação com as pessoas que atendia. Foi quando, segundo o idoso, o médico se descontrolou e lhe deu um soco e um empurrão. Após a agressão, o homem disse que não resistiu e disparou: “O senhor que é um doutor estudado, o senhor não é doutor, é um burro”. Depois disso, ele foi levado para fora pelo segurança. “Não vi mais nada, a pressão caiu.”

Salvino Benedito Campos, administrador da Santa Casa, afirma que não houve agressão ao idoso. “Eu pedi que cada pessoa envolvida relatasse o que presenciou”, diz. Ainda assim, ele pediu o afastamento do médico. “Se houve ou não o soco, ele (o médico) não deveria ter começado a discussão. O fato é que ele não vai mais para a Santa Casa. Ele é um professor que trabalha com um grupo de alunos”, fala.

Segundo o administrador, testemunhas disseram que José estava com dedo em riste no rosto do médico, que teria relado na mão do homem para afastá-la de sua face. “Mentira dele, não levei a mão no rosto dele, não”, defende-se José. Em nota, a Unilago, com quem o médico e professor tem vínculo empregatício, lamentou o ocorrido e disse ter sido informada sobre o caso nesta terça-feira, 4. “Assim que foi notificada, a instituição tomou a iniciativa de afastar o médico de suas atividades no município e abriu um procedimento de apuração interno”, afirmou no texto.

O borracheiro Rodrigo Lulio Neves, 28 anos, filho de José, diz ter presenciado o momento da agressão. “Na hora que eu entrei, ele estava dando o soco.” Depois, o médico teria dito que, caso não estivessem satisfeitos, que procurassem atendimento em outro local, até no mercado, mas que não era para incomodá-lo. O caso será investigado pela Polícia Civil de Tanabi. A reportagem procurou o médico, mas não obteve retorno de mensagem enviada.

 

Diário da Região

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