Hospital coloca pacientes nos corredores por falta de vagas

Todos os 226 leitos de internações do Sistema Único de Saúde, convênios e particulares da Santa Casa de Votuporanga estão ocupados. Cirurgias simples foram canceladas para desafogar atendimentos

Por causa de superlotação, a Santa Casa de Votuporanga é forçada a internar pacientes nos corredores do hospital. No local, o Diário constatou ontem que pelo menos 12 pacientes estavam – a maioria com acompanhantes – internados ontem à tarde em macas pelos corredores das alas. De acordo com a dona de casa Maria (nome fictício), ao chegar ao hospital foi informada por um funcionário que todos os 226 leitos de internações de pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), convênios e particulares estavam ocupados. “É um absurdo ficar aqui no corredor. As pessoas ficam passando toda hora aqui”, afirma ela, que não quis se identificar. Com o aumento da demanda, a instituição de saúde reforçou as escalas de plantões, chamando mais profissionais para atender esses casos. Outra medida necessária, foi a suspensão das cirurgias eletivas – que não não são de urgência e emergência – para que as emergenciais possam ser realizadas. Um dos diretores do hospital, Carlinhos Marão, que está em Brasília desde ontem, junto ao provedor Valmir Dornelas, disse que o hospital está busca investimentos públicos para aumentar a capacidade de internação. “Enfretamos uma realidade semelhante à maioria dos hospitais brasileiros.Viemos aqui conhecer e buscar alternativas para minimizar esses problemas”, disse ele, que participou, com o provedor e outros diretores, do 24º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos. A Santa Casa é referência nos atendimentos de alta complexidade para 53 municípios da região de Votuporanga, Fernandópolis, Jales e Santa Fé do Sul, alcançando uma população de quase 500 mil habitantes. Segundo o diretor, uma das dificuldades que a Santa Casa enfrenta é que não está tendo “rotatividade de leitos”.

Atendimentos

O hospital atende casos de alta complexidade, que necessitam de tratamento especializado e internações longas, o que diminui a rotatividade e a desocupação de leitos. Em Votuporanga, a Santa Casa é o único hospital que atende ao SUS e, no ano passado, realizou mais de 700 mil atendimentos. Os diretores da Santa Casa pediram ontem a colaboração da população votuporanguense e da região atendida, principalmente aos pacientes com cirurgia eletiva desmarcada. O hospital ainda não tem sabe informar a previsão de quando essas cirurgias serão remarcadas. A quantidade de procedimentos cirúrgicos desmarcados também não foi informada.

Secretário diz que cumprirá decisão

O secretário de Energia do Estado de São Paulo, Marco Antônio Mroz, disse que a Cesp ainda não recebeu a notificação. “Decisão judicial se cumpre, e nós vamos cumpri-la”, disse ele. De acordo com o secretário, uma resposta do ONS deve ser recebida à meia-noite de hoje (21). “Temos que cumprir as ordens do ONS. À meia-noite é que essas ordens são mandadas”, falou ele.
Segundo o secretário, a decisão judicial vai implicar em menor geração de energia, mas vai ajudar na recuperação dos reservatórios que estão vazios, e dará sobrevida aos alevinos. “É um ano hidrológico muito ruim, pior que em 1935. E tem consequências tanto para a água de abastecimento quanto para a água que gera energia”, ressaltou.
Por isso, diz que será preciso estabelecer um diálogo entre as partes para tentar encontrar a melhor solução para o problema. “Precisamos entender o que está acontecendo. A visão da Cesp é que a recuperação do lago também é importante dentro do processo. Temos que recuperar o lago, mas estamos juntos com o ONS na questão de energia. Então, precisamos conversar”, falou ele. Luciano Moura/Diário da Região Votuporanga

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