Horário de verão diminui em 0,55% o consumo de energia na área de concessão da Elektro

O horário de verão termina na madrugada deste domingo às 00h. Há quem goste dele ou não, mas o que essa 43ª edição dele gerou economia de energia, isso não podemos negar. Das 228 cidades que a Elektro atende nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, houve uma redução 0,55% do consumo, ou de 31 GWH de energia.

A medida que começou a valer no dia 20 de outubro do ano passado, gerou uma economia que equivale ao consumo de energia elétrica do município de Bertioga, por 35 dias. Nos horários de pico, a redução foi de 4,5% na demanda.

Votuporanguenses tem opiniões diferentes sobre a aceitação do horário, alguns não gostam de acordar e estar escuro, outros acreditam que ele ajuda a manter as luzes de casa acesas por menos tempo. “Como o anoitecer está demorando, eu só ascendo as lâmpadas em casa depois das 20h. Acredito que neste aspecto o horário de verão resolve mesmo para ajudar na economia de energia”, conta a aposentada Inês Garcia. (Confira abaixo mais opiniões sobre o horário).

O adiantamento em uma hora nos relógios visa a reduzir o pico de demanda do sistema elétrico brasileiro. Isso gera uma mudança de comportamento dos consumidores. Com o término do expediente de trabalho ainda com luz natural, associado ao início da utilização da iluminação pública um pouco mais tarde, acarreta uma queda do consumo de energia.

“Um dos benefícios verificados com o horário de verão é a queda na demanda máxima do sistema elétrico no horário de pico, que compreende as primeiras horas do anoitecer (das 18h às 20h). Isso alivia o carregamento dos sistemas de transmissão e distribuição de energia. Na área de concessão da companhia, a redução da demanda foi de 123 MW, o que representa uma queda de 4,5%”, informa a Elektro.

Histórico

No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez no verão de 1931/1932, pelo então presidente Getúlio Vargas. A medida é adotada sempre nesta época do ano, quando os dias são mais longos por causa da posição da Terra em relação ao Sol, e a luminosidade natural pode ser melhor aproveitada.

Há a redução do consumo de energia nos horários de pico, evitando o uso de energia gerada por termelétricas, que é mais cara e mais poluente do que a gerada pelas hidrelétricas. Também no fim do ano há um aumento na demanda por energia, resultante do calor e do crescimento da produção industrial por causa do Natal.

 

BOX

A redução de 0,55% no consumo de energia elétrica nos 228 municípios atendidos pela Elektro, permite atender:

• O município de Guarujá (cerca de 306 mil hab.) por 12 dias.

• O município de Itanhaém (cerca de 93 mil hab.) por 34 dias.

• O município de Mongaguá (cerca de 50 mil hab.) por 64 dias.

• O município de Peruíbe (cerca de 63 mil hab.) por 51 dias.

• O município de Praia Grande (cerca de 287 mil hab.) por 101 dias.

 

Depoimentos

 

Roseli Aparecida da Silva Rodrigues, 51 anos

“Já me acostumei com o horário de verão, para mim quando muda não tem muita importância, pois todo ano tem mesmo né”.

 

Wesley Ramos Maldonado, 18 anos

“Gosto do horário de verão, quando acordo está mais fresco para ir trabalhar. Além disso, os dias demoram para acabar e dá para aproveitar mais”.

 

Aspazia Assis do Santos, 62 anos

“Há não gosto desse horário de verão não, quando a gente acorda está escuro. Ainda bem que ele vai acabar e voltar ao normal”.

 

Leandro Santana Santos, 20 anos

“Prefiro o horário normal, acordamos já está de dia, e quando chega a noite está escuro, é bem melhor”.

 

Dolores Maranho, 90 anos

“Gosto do horário de verão, parece que nos deixa mais animados, é uma pena ele já acabar”.

 

Crédito: Alex Pelicer/ O Jornal

 

 

Isabela Jardinetti

De Votuporanga

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