Homicídios na cidade estão abaixo da média

Nos últimos 13 anos, 72 pessoas foram vítimas de homicídio doloso – quando existe a intenção de matar – em Votuporanga, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública. São registrados, em média 5,5 casos por ano. Números admissíveis dentro do parâmetro criado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

 

O ‘Risco de Homicídio’ é um índice usado por especialistas para medir a violência em cidades. Segundo a OMS, números de 10 homicídios por grupo de 100 mil habitantes, são aceitáveis. Acima destes valores, a situação é de ‘violência epidêmica’.

 
Em Votuporanga, nos últimos dez anos, apenas 2012 ultrapassou a média estabelecida pela Organização, quando 12 pessoas morreram. Nos outros anos, os números foram inferiores a nove ocorrências.

 
Em 2013, por exemplo, oito pessoas foram mortas em Votuporanga. O último caso registrado foi o duplo homicídio que aconteceu no bairro Jardim das Palmeiras I, em novembro.

 
De acordo com investigações, por volta das 20h15, Cleber Henrique de Jesus, 30 anos, estava no interior de um bar, localizado na rua Miguel Andreo, junto a sua filha Milena Barbosa de Jesus, 13 anos, quando dois homens, em uma motocicleta preta, pararam em frente ao estabelecimento.

 
Neste momento, o garupa, trajando roupas pretas e touca ninja, desceu com arma em punho e foi em direção a Cleber efetuando uma série de disparos.

 
Um dos tiros atingiu a nuca de Cleber, que teve morte instantânea. A adolescente também foi alvejada no abdômen. Ela chegou a ser socorrida por populares até a Santa Casa de Votuporanga, onde foi submetida a processo cirúrgico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.

 

 

Difícil de prever
De acordo com o delegado da Seccional de Votuporanga, Osny Marchi, a maioria dos homicídios dolosos registrados em Votuporanga a polícia não conseguiria impedir.

 
“Quase todos os casos de homicídio doloso são difíceis de serem previstos. Muitos acontecem no interior das residências. Às vezes, após uma discussão, com os ânimos exaltados, o indivíduo acaba praticando o crime e tirando a vida do próximo. Ou seja, nesta situação não teria como a polícia impedir. Só é possível uma ação de repressão pós-crime”, explicou.

 
“A maioria dos casos é de autoria desconhecida. Quando é autor desconhecido, imediatamente a Polícia Civil começa a fazer as investigações, com objetivo de esclarecer o caso”, disse.

 
Para o delegado, os índices de esclarecimento de Votuporanga estão em um bom parâmetro. “Os trabalhos de investigações da polícia mostram-se eficientes. Nossos índices de solução de casos de autoria desconhecida são bons”, confirmou.

 
No caso citado acima, do duplo homicídio, as investigações estão em andamento e um suspeito permanece detido.

 

Alex Pelicer – A Cidade

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