Homem que mora na Bélgica conhece o pai após 22 anos de procura

FERNANDÓPOLIS – Fernandópolis foi palco no último final de semana de um encontro emocionante entre um filho e um pai que se encontraram pela primeira vez, após uma procura de 22 anos.

Daniel Gonçalves, 37 anos, e José Luís Lemes da Silva, 59, traçaram caminhos diferentes após “Zé Bonitinho”, como é conhecido na cidade separar de sua esposa, que estava grávida de Daniel.

Hoje, Daniel mora e trabalha como empresário no ramo de limpeza em Bruxelas, capital da Bélgica e “seo Zé” cuida de um sítio em Mira Estrela.Ambos puderam se conhecer após muito tempo graças à um anúncio colocado por Daniel na Rádio Educadora procurando pelo pai. A história, contada por Daniel à emissora, é reproduzida pelo RN abaixo:

“Nas férias de julho de 1992 fui passar com minha avó em São José do Rio Preto, morava em Uberlandia Minas Gerais, um dia sentado na porta da casa da minha avó passa uma senhora e me pergunta como vai minha mãe eu disse que ela ia bem depois ela perguntou como estava meu pai e eu disse que ele também estava bem, em seguida ela pergunta se eu o vejo frequentemente eu disse que sim pois moramos juntos, mas ela afirma que não pois meus pais são separados desde que minha mãe ficou grávida. Aí eu afirmo que não, meus pais ainda são casados e tenho 1 irmão e 1 irmã. Aí ela diz que meu pai não é meu pai e sim dos meus irmãos. Não discuti com ela porque percebi que ela se assustou com o que tinha falado e que ela tinha falado um pouco demais. Minha avó chegando em casa porque nessa época ela ainda trabalhava perguntei. -O vó que história é essa que meu pai não é meu pai? a resposta dela foi : -Eu não sei de nada. Perguntei à meu Tio que ainda morava com ela a resposta foi a mesma. Então procurei minha Tia que disse; -olha se alguém tem que falar algo é tua mãe. Voltei para Uberlandia no fim das férias e chegando em casa perguntei a minha mãe sobre essa história ela me respondeu que era mentira. Perguntei várias vezes e a mesma resposta. Que seria fofoca mentira. Meu padrasto na época “PAI” disse . -Ou você fala a verdade ou falo eu! Até que ele meu padrasto confessou. -Não sou seu pai, não conheço teu pai biológico nunca vi e não sei onde está. Meu mundo caiu ! Tive muitas brigas com minha mãe pra saber onde estava onde vivia e como fazer para encontrá lo. E minha mãe não queria dar detalhes. Sai pouco tempo depois de casa, mudei para Rio Preto, passei a morar com minha avó e sempre tentando encontrá-lo. Enviei cartas e pedidos para várias emissoras de TV e programas e não tive ajuda para encontrá lo. As informações que consegui era que o nome dele era José Luiz da Silva que trabalhava no posto Canecão perto da curva da galinha. Procurei e nada. Depois soube que ele era de Fernandópolis pela minha avó. Fui a Fernandópolis e nada. Mudei para São Paulo vivi algum tempo lá, mas logo retornei a Uberlândia novamente pra viver perto de minha mãe. Trabalhei e estudei até que em 2001 tive a oportunidade de ir pra fora do Brasil. Fiquei 5 anos sem voltar. E desde então tento sempre passar as férias aqui no Brasil. No início do ano como sempre passei minhas férias aqui. Passei por Rio Preto pra visitar parentes. Até que decidi novamente passar em Fernandópolis para procurar novamente. Fui no cemitério, hospital, cartório, e passei na prefeitura. Foi lá que conheci um motorista de ambulância que me ajudou a procurar. Esgotado todos os meios possíveis… o senhor da ambulância disse para colocar um anúncio na Rádio. Foi quando passe na Rádio Educadora e coloquei o anúncio no fim de fevereiro deixando telefone e e-mail. Não tive nenhum retorno até o fim das minhas férias. Voltei a Europa onde moro e trabalho já sem esperanças. Até que no começo do mês de junho recebi dois e-mails me perguntando sobre o anúncio. No e-mail tinha telefone, entrei em contato no número deixado e desde então foi só alegria. Decidi vir ao Brasil para conhecê-lo, cheguei no dia 20 em Fernandópolis e conheci toda família que é muito grande … e muito amor envolve todos e que agora faço parte desse amor de família. Obrigado a rádio Educadora e a todos que colaboraram de alguma forma”.

Daniel também afirmou na entrevista à rádio que mesmo após conhecer o pai biológico, não pretende voltar a morar no Brasil, já que possui um negócio próprio na Bélgica, e lá não convive com problemas como desemprego, saúde e educação precárias e falta de segurança, como existe no Brasil.

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