Homem que esfaqueou mulher vai a júri amanhã

Acusado golpeou dona de casa e foi para o forró no bairro Estação

Francidalvo Mota Barros, 30 anos, será julgado em Votuporanga amanhã pela tentativa de homicídio contra a mulher dele. Ele é acusado de esfaquear a dona de casa e ir para uma casa de forró, no bairro Estação, em Votuporanga, onde foi detido horas depois. O júri popular – o último do ano – será presidido pelo juiz Jorge Canil, a partir das 9h.

O crime ocorreu no ano passado, no Residencial Monte Alto. Após receber três facadas, a vítima conseguiu ligar para a mãe, que acionou a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Segundo o boletim de ocorrência, após o recebimento de uma denúncia via fone 190, policiais militares foram até a casa e encontraram a mulher ensanguentada e agonizando, por volta da 0h30, tendo ao lado o filho de oito meses.

Duas facadas atingiram o pescoço e uma o abdômen da vítima. A faca tinha 20 centímetros de lâmina. A dona de casa foi encaminhada para a Santa Casa de Votuporanga, onde passou por cirurgia.

Após esfaquear a mulher, Barros trancou a vítima dentro de casa e foi para o forró, em uma casa de shows no bairro Estação. Com o nome e as características do criminoso obtidos em fotografia, os policiais militares conseguiram encontrálo na saída do estabelecimento. O agressor foi preso em flagrante por tentativa de homicídio. Ele tentou fugir ao ver os policiais da Rocam (Ronda Ostensiva Com apoio de Motocicletas), mas foi detido.

Histórico

Na época do crime, a delegada da Delegacia de Defesa daMulher de Votuporanga, Edna Rita de Oliveira Freitas, afirmou que um caso antigo de briga entre os dois era apurado. O homem teria quebrado o vidro de uma janela e os estilhaços atingiram o filho da mulher, menor de idade. Porém, a mulher não quis dar continuidade ao caso e não levou a criança para o exame de corpo de delito. Na ocasião, ela também teria acobertado o cônjuge, dizendo para os policiais que ele havia viajado para o Maranhão.

Ministério Público

Para o promotor do caso, João Alberto Pereira, foi uma covarde agressão, já que a vítima sofreu lesões corporais graves. Ainda de acordo com Pereira, o réu agiu comfrieza e impossibilitou a defesa da mulher.

Andressa Aoki
andressa.aoki@diariodaregiao.com.br

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