Homem é preso após agredir companheira e delegado arbitra fiança de R$ 3 mil

Pelo menos três casos de violência doméstica foram registrados entre a noite de quarta-feira (22) e madrugada desta quinta (23), em Araçatuba.

Um dos casos ocorreu no Jardim Rosele, periferia da cidade, onde uma doméstica de 44 anos foi agredida a socos pelo companheiro, um auxiliar geral de 29 anos.

A violência ocorreu após uma discussão entre o casal, onde o autor teria desferido socos no rosto da vítima causando inchaço e hematomas, segundo o que foi apurado junto a Polícia Militar.

As agressões só terminaram porque populares intervieram na ação do autor, que teria ameaçado de morte a companheira e a filha dela com um facão. A vítima ainda teve lesões nos braços, devido aos socos que recebeu do companheiro.

CIÚMES

Na delegacia, o auxiliar geral contou que a briga ocorreu por motivo de ciúmes e acabou “dando uns tapas e empurrões” na companheira, pois estava bêbado. O casal está namorando há quatro anos e moram juntos há um ano.

Ele foi conduzido ao plantão policial e preso por lesão corporal e ameaça, com base na Lei Maria da Penha. O delegado arbitrou uma fiança criminal no valor de R$ 3 mil para que o acusado respondesse ao processo em liberdade. Porém, até às 8h a quantia não havia sido apresentada.

A doméstica foi levada ao IML (Instituto Médico Legal) logo após o registro da ocorrência, onde foi submetida ao exame de corpo de delito.

ESTUDO

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta quinta-feira (25), estudo que revela dados inéditos sobre a violência contra a mulher.

De acordo com o levantamento, o Brasil registrou, entre 2009 e 2011, 16,9 mil feminicídios, ou seja, mortes de mulheres decorrentes de conflito de gênero, crimes geralmente cometidos por parceiros íntimos ou ex-parceiros das vítimas. O número indica uma taxa de 5,82 casos para cada 100 mil mulheres.

A pesquisa Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil, coordenada pela técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea Leila Posenato Garcia, avaliou o impacto da Lei Maria da Penha sobre a mortalidade de mulheres por agressões.(Com informações, Revista Fórum)

 

AtaNews

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