Homem de 46 anos passa mal jogando futebol e morre

O gerente de logística Adalto Moreira dos Santos, 46 anos, morreu no domingo, 17, depois de ter sido socorrido por amigos durante uma partida de futebol. O homem passou mal e foi levado para uma unidade do Corpo de Bombeiros na avenida Nossa Senhora da Paz, em Rio Preto, mas durante o salvamento, o desfibrilador não deu a descarga elétrica no paciente e a viatura dos bombeiros precisou ser empurrada para funcionar. Quando, enfim, o paciente foi levado para a UPA Jaguaré, onde seria atendido, ele já estava morto.
De acordo com a mulher de Santos, o marido já tinha problemas cardíacos, mas estava bem de saúde e sempre jogava futebol com os amigos. Ela contou que, no domingo, eles se reuniram para jogar futebol em uma quadra na BR-153, próximo ao posto 52. Durante a partida, Santos passou mal e caiu no chão. “Os amigos viram a gravidade e ligaram para o Samu, mas como os atendentes fazem uma série de perguntas e estava demorando, eles decidiram socorrer por conta própria. Colocaram ele no carro e levaram para os bombeiros da avenida Nossa Senhora da Paz”, contou Silvia Santana de Paula.
A mulher foi avisada pelos amigos do que havia acontecido com o marido e foi até os bombeiros. Quando chegou no local, os bombeiros estavam fazendo massagem de ressuscitação. “Eles ficaram bastante tempo tentando reanimar, cerca de 20 minutos, mas não fez efeito, foi então que decidiram usar o desfibrilador, mas o aparelho não deu o choque”, contou ela. Ainda de acordo com Sílvia, assim que perceberam que o aparelho não deu o choque, os bombeiros colocaram o paciente na viatura, mas quando deram partida o veículo não funcionou e precisou ser empurrado.
“Eles começaram a empurrar a viatura, e assim que voltou a funcionar, meu marido foi levado para a UPA Jaguaré, mas ele já chegou sem vida e não tinha mais nada que pudesse ser feito”, contou. Silvia afirmou que a sucessão de erros no Corpo de Bombeiros pode ter sido crucial para a morte do marido, uma vez que se fosse socorrido com mais rapidez, poderia ter sobrevivido. “Acredito que o Samu tenha feito a parte dele. Eles realmente têm que perguntar as coisas, até para orientar as pessoas enquanto não chega o resgate. O problema foi o atendimento dos bombeiros. As pessoas ajudaram muito e estavam com boa intenção, mas infelizmente os equipamentos falharam e agravaram ainda mais a situação”, disse a mulher.

Adalto tinha cinco filhos, dois de um primeiro casamento e três do último. O enterro foi realizado na última segunda-feira, dia 18, no cemitério Jardim da Paz, em Rio Preto. Em nota, os bombeiros negaram que o aparelho desfibrilador tenha apresentado pane. Segundo a nota, o aparelho faz uma leitura dos batimentos cardíacos que recomenda ou não o choque. Nesse caso, o choque não foi indicado e por isso o paciente foi colocado na viatura.
Sobre a falha da viatura, informaram que foi pontual e que não prejudicou o atendimento do paciente, pois ela funcionou rapidamente após ser empurrada. A nota afirma ainda que todas as viaturas passam por manutenção constante. Já a assessoria de imprensa da Prefeitura afirmou que o Samu segue todos os protocolos instituídos pelo Ministério da Saúde e que a ligação durou apenas dois minutos; os amigos da vítima disseram que levariam até a UPA e desligaram o telefone, sem terminar o atendimento.

Victor Augusto – diarioweb.com

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