Heróis atleticanos ressurgiram após decepção corintiana e fiasco no Boca

Para ir à final da Copa do Brasil pela primeira vez em sua história, os jogadores do Atlético-PR precisaram superar decepções marcantes na carreira.

 

Especialmente os três principais na classificação obtida sobre o Grêmio: o goleiro Weverton, o zagueiro Luiz Alberto e o volante Deivid, símbolos de uma exibição de poucos retoques do sistema defensivo do time atleticano no empate sem gols da noite de quarta-feira.

 

Dados do Footstats reforçam a posição de destaque dos três jogadores no jogo decisivo da semifinal em Porto Alegre. Weverton praticou seis defesas, índice acima do convencional, e muitas delas de maneira heroica. Luiz Alberto, ao lado do companheiro de zaga Manoel, liberou o ranking de bolas rebatidas, com 13. O volante Deivid, com oito desarmes, foi uma fortaleza à frente da linha defensiva.

 

Destaque na Arena do Grêmio, Weverton consolida a ascensão de sua carreira depois de ótima passagem pela Portuguesa. Uma volta por cima e tanto: ele foi formado nas categorias de base do Corinthians, mas sequer tem uma partida com o clube no currículo. Contemporâneos que não vingaram como Tiago, Marcelo e Rafael Santos tiveram mais oportunidades. Danilo Fernandes e Júlio César, por sua vez, hoje são respectivamente terceiro e quarto goleiros no clube.

 

Zagueiro Luiz Alberto fala em fazer história no Atlético-PR

Vice-campeão da Copa Libertadores em 2008 com o Fluminense, Luiz Alberto foi afastado por Cuca no ano seguinte em luta contra o rebaixamento. A equipe ressurgiu no Campeonato Brasileiro e Luiz ficou estigmatizado, sem propostas no futebol brasileiro, e aí assinou com o Boca Juniors. No futebol argentino, falhou e durou poucos meses, antes de voltar ao Brasil e novamente ser desprezado.

 

Por meio do ex-companheiro de Flu, Fabinho, Luiz Alberto conseguiu chance no Boavista-RJ e treinou de graça por cinco meses. “O CT era a 100 quilômetros da casa dele, tinha estrada, dois pedágios e ele nunca faltou um dia. Sem pedir um real de ajuda”, contou João Paulo Magalhães, presidente do clube, à Rádio 98 FM, de Curitiba. Depois do Campeonato Carioca 2012, assinou com o Atlético-PR e só após uma temporada virou titular. Hoje, indiscutível.

 

O volante Deivid, por sua vez, ficou de fora dos gramados por dois meses e reacendeu seu histórico de lesões ao longo dos últimos anos. De quebra, chegou a perder o lugar na equipe do Atlético-PR, mas deu a volta por cima com atuações impecáveis contra o Internacional na marcação a D’Alessandro. Algo que ele repetiu diante do Grêmio para justificar o apelido outrora recebido de “Leão da Baixada”.

 

No Atlético-PR de Vagner Mancini, por sinal, são várias as histórias de volta por cima. Zezinho e Léo, promessas desacreditadas de outras equipes, foram destaques durante o Campeonato Paranaense com o time Sub-23. Ederson, em seu clube de origem, o Ceará, ficou marcado por muitos gols desperdiçados, caso semelhante à passagem de Dellatorre pelo Internacional. Hoje, todos finalistas da Copa do Brasil.

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