Guarda detém dois jovens por pichação

A semelhança entre assinaturas de duas pichações em espaços públicos de Rio Preto chamou a atenção da Guarda Municipal, que deve pedir para a Polícia Civil investigar se o ato foi cometido pelas mesmas pessoas.

Na madrugada do dia 24 para o dia 25 de novembro, desconhecidos “desenharam” no muro da Prefeitura, que amanheceu inteiro pintado. Até mesmo o brasão municipal foi coberto por spray.

No último domingo, dia 18, a ação foi na Biblioteca Municipal. Desta vez, os pichadores foram detidos.

“Não temos ocorrências dessa natureza com frequência em Rio Preto. E a assinatura das duas pichações são praticamente iguais, o que faz com que acreditemos que se tratam das mesmas pessoas”, diz a diretora da Guarda Cinira Martins.

Nesta segunda-feira, dia 19, ela encaminhou o boletim de ocorrência para o secretário de Trânsito, Transportes e Segurança, coronel João Roque Borges de Souza, para ele verificar se vai oficializar o 1º DP para a investigação checar se realmente se tratam das mesmas pessoas.

Segundo boletim de ocorrência feito no domingo, por volta das 15h30, um guarda municipal passava pela praça Jornalista Leonardo Gomes, local onde fica a biblioteca, quando percebeu dois indivíduos pichando o espaço público.

Ele conseguiu deter E.A.G.J., de 21 anos, e R.P., 27, e também apreendeu nove frascos de spray, rolos e frascos de tinta, além de um balde. Os homens foram levados até o Plantão Policial, onde foi feito um termo circunstanciado, e eles foram liberados.

A pichação já foi retirada do muro da Prefeitura. A biblioteca deverá receber nova pintura em breve.

A lei

Conforme o artigo 52 da Lei de Crimes Ambientais 9605/98, pichar ou por outro meio conspurcar (sujar) edificação ou monumento urbano resulta em pena de detenção de três meses a 1 ano e multa.

Conforme Cinira, por tratar-se de crime de menor potencial ofensivo, os autores devem sofrer pequenas sanções. “Eles vão responder em liberdade e possivelmente terão de dar cesta básica para entidade carente ou prestar serviços à comunidade”, diz.

O Diário tentou falar com os dois envolvidos que foram detidos na tarde de domingo, mas os celulares não atenderam e, até o fechamento dessa reportagem, não houve retorno ao pedido de entrevista deixado nas duas caixas postais. Nany Fadil/Diário da Região

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