Guarda de menina supostamente torturada é disputada por pelo menos quatro parentes

Pelo menos quatro parentes disputam na Justiça de Araçatuba a guarda da menina de apenas três anos, que está acolhida em uma abrigo da cidade, desde que vieram à público supostas torturas praticadas contra ela pelo padrasto, o empresário Maurício Scaranello, de 35 anos. Ele e a mãe da criança, Sara Andrade Ferreira, 21 anos, estão presos em penitenciárias de Tremembé.

A reportagem do Ata News apurou que, além do pai da menina, que mora em Nova Luzitânia, a avó materna da criança e outros dois tios por parte da mãe da menina teriam ingressado com ações na Vara da Infância e Juventude de Araçatuba, pedindo a guarda da menina.

ABRIGO

A criança está acolhida em um dos principais abrigos de Araçatuba. No entanto, desde que foi para o local, há cerca de duas semanas, tem enfrentado dificuldades para se acostumar, uma vez que está distante de familiares e sendo cuidada por pessoas que até então não eram de seu convívio.

O Ata News apurou, no entanto, que a Promotoria da Infância e da Juventude, que analisa os pedidos de guarda, deverá se manifestar à Vara competente para decidir com quem a criança deve ficar, após analisar todos os pedidos.

A reportagem ainda apurou que todas as partes interessadas em assumir os cuidados da criança já teriam passado por estudos sociais que indicarão à Justiça as condições de vida de cada um dos que pedem para ficar com menina.

As supostas torturas praticadas contra criança ganharam destaque na imprensa nacional no dia 26 de setembro, quando a Polícia Civil, em operação no condomínio de luxo Habiana 2, encontrou a criança supostamente mantida em cárcere privado. Na ocasião, ela tinha ferimentos pelo corpo que teriam sido causados por uma cola de alta aderência.

A partir da publicidade do caso, uma série de vídeos vieram a público, onde o padrasto, de certa forma, judiava da criança. Algumas das imagens mostram a criança sendo induzida a comer uma cebola como se fosse maça, ou então sendo impedida de dormir, pelo padrasto, mesmo demonstrando estar com sono.

Em uma outra situação, a criança tem as pernas presas por uma fita adesiva e é motivada a andar desta forma, o que a leva a várias quedas.

PRISÃO E SIGILO

No final da semana passada, após receber representação do Ministério Público, o juiz da 3ª Vara Criminal de Araçatuba, Emerson Sumariva Júnior, determinou a prisão da mãe da criança, que é acusada de participação nas possíveis torturas, uma vez que ela gravou alguns dos vídeos que vieram a público.

Sumariva também determinou o segredo de justiça em torno do caso. O que impede a publicação de quaisquer novas imagens da menina, que, no seu entendimento, já foi exposta de forma demasiada desde a prisão do padrasto e o início das investigações do caso. AtaNews

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