Greve do INSS deixa de atender quase três mil pessoas

Até as perícias pararam, já que não houve atendimento para fazer os agendamentos

A greve do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em Votuporanga completou quatro semanas. Os atendimentos estão paralisados desde o dia 20 de julho, e em média 300 pessoas por dia deixaram de ser atendidas, metade para perícias e a outras para atendimentos normais.

Há alguns dias até as perícias pararam, já que não houve atendimentos para fazer os agendamentos. Estima­-se que quase três mil pessoas foram prejudicadas em Votuporanga pelo fechamento da agência local.

De acordo com informações do Sinsprev (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo), as 17 agências da região estão com os serviços paralisados.

O Sinsprev informou ao A Cidade que por enquanto ainda não há estimativa de quando as agências retornam aos atendimentos normais. Na próxima segunda-­feira, dia 17, uma assembleia está marcada para acontecer em frente a maior agência do INSS em Rio Preto para discutirem sobre a continuidade ou paralisação da greve.

Nesta semana, representantes do sindicato da região estiveram em Brasília em diversas reuniões para negociar os pedidos da classe.

Greve

Em greve nacional desde o dia 7 de julho, os servidores do INSS reivindicam reajuste de 27,6%, política salarial permanente, paridade salarial entre funcionários na ativa e aposentados e concurso público para reposição do quadro de servidores, entre outros pedidos.

O INSS informou que os segurados que possuam agendamento para atendimento em agência da Previdência Social e que não conseguirem ser atendidos por causa da paralisação terão sua data de atendimento remarcada. O reagendamento, segundo o instituto, será realizado pela própria agência e o segurado poderá confirmar a nova data ligando para a Central 135 no dia seguinte à data originalmente marcada para o atendimento.

O INSS também informou que vai considerar a data originalmente agendada como a data de entrada do requerimento para evitar qualquer prejuízo financeiro nos benefícios dos segurados. Isabela Jardinetti/A Cidade

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