qua, 12 de agosto de 2026

Governo suspende pesca de tainha após limite de cota se aproximar do fim

O Ministério da Pesca e Aquicultura determinou a suspensão por tempo indeterminado da pesca de tainha realizada na modalidade de arrasto de praia em todo o território nacional. A medida, que passou a valer a partir deste domingo, dia 7 de junho, foi adotada de forma preventiva após o monitoramento do governo constatar que os pescadores já atingiram 90% do limite coletivo da cota autorizada para a temporada de 2026.

A quantidade máxima permitida para a captura da espécie neste ano havia sido fixada em 8.168 toneladas, por meio de uma decisão conjunta assinada entre as pastas da Pesca e do Meio Ambiente. Segundo o comunicado oficial divulgado pelo ministério, a interrupção imediata dos trabalhos serve para garantir que o teto estabelecido não seja ultrapassado, protegendo a reprodução e a sustentabilidade do peixe nos mares brasileiros.

Com a nova regra em vigor, as embarcações que ainda estavam navegando e realizando capturas ganharam um prazo máximo de 24 horas para retornar à terra firme e realizar o desembarque de toda a mercadoria recolhida. Após cumprirem esse protocolo de encerramento, os trabalhadores da pesca ficam autorizados a retornar ao mar, mas apenas para a captura de outras espécies de peixes.

Toda a contabilidade que baseou a decisão do governo foi extraída do Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha, uma plataforma digital que cruza dados em tempo real. Por exigência da legislação ambiental vigente, as indústrias e empresas do setor pesqueiro são obrigadas a registrar e enviar relatórios detalhados ao governo federal contendo o peso exato de cada lote de peixe retirado do oceano.

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