Globo perde processo para Brasil Paralelo e é obrigada a dar direito de resposta 

Grupo Globo, composto pela Rede Globo, portal O GloboG1 e outros, perdeu um processo e foi obrigado a dar direito de resposta à empresa Brasil Paralelo, produtora do documentário 1964: Entre Armas e Livros. 

Ontem (3), o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul – 6ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de Porto Alegre decidiu com relação ao processo Procedimento Comum Nº 5005409­43.2019.8.21.0001/RS que se deu por conta de o portal O Globo ter dito que o documentário “defende a ditadura militar”. 

Na internet, um dos produtores explicou: “A gente conseguiu ganhar. […] De fato, era uma inverdade. Eles falavam na matéria, já na manchete, que a gente defendia a ditadura, o que é uma mentira. A gente não defende a ditadura no documentário”, disse um dos produtores. “A gente quis simplesmente fazer uma investigação historiográfica e séria a respeito”. 

“Antes mesmo do documentário ir ao ar, a gente foi surpreendido com essa manchete que muito nos desagradava e também gerava prejuízo para nós de todos os tipos, porque muitas pessoas ainda confiam no processo tradicional de imprensa e leem a manchete e se sentem ‘Opa! Eu não vou ver um negócio que defende a ditadura, que defende um regime totalitário’. A gente se preocupou com isso e o público começou a pedir: ‘Vocês têm que processar, têm que pedir direito de resposta.’” 

A matéria do O Globo ainda dizia que o Brasil Paralelo “não é uma ONG nem uma empresa”, o que é uma mentira já esclarecida pela empresa. 

Outro produtor ainda disse que o portal deixou parecer que a empresa tinha “uma certa informalidade”, mas que na verdade “é uma empresa sólida”. “Eles noticiaram um fato que não é aquele fato. Notoriamente, qualquer pessoa que seja retratada como defensora de regime ditatorial não é bem vista”. 

“Um dos grandes prejuízos que nos ocorreu em função dessa matéria foi desestimular as pessoas a assistirem o documentário que a gente tinha se esforçado ao máximo para fazer ele historiográfico e imparcial”, disse outro produtor. 

O documentário já conta com 6 milhões de visualizações no YouTube O Globo tem 10 dias para publicar o direito de resposta, sob pena de multa diária de R$ 3.000,00, limitadas a 30 dias­-multa, conforme decisão judicial. 

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