Garota tem o cabelo cortado à força

Uma garota de 14 anos foi espancada e teve o cabelo cortado à força pelo namorado depois de uma crise de ciúmes no sábado à noite. Os dois mantêm relacionamento há três anos e têm um filho de seis meses. Na tarde de segunda-feira, 13, a menina esteve na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e a família solicitou uma medida protetiva contra o acusado. O pai da garota, o mecânico Reginaldo Molina, 47, afirma que eles temem que a filha sofra novas agressões. “Não é a primeira vez que acontece, mas dessa vez foi demais”, disse. A família guardou o cabelo cortado e apresentou à polícia. A menor tem marcas roxas nos braços, rosto e passou por exame de corpo de delito.

Segundo a vítima, o namorado, Gabriel Angelino dos Santos, 18, começou agredi-la por uma suposta traição, que ela nega. Os dois estavam na casa dele, no bairro Eldorado, zona norte, por volta das 20h30. Após desferir socos e chutes, lembra a menina, ele pegou uma tesoura e cortou seu cabelo na parte de trás. A mãe do acusado, a serviços gerais Dilma Silvia Angelino, 38, disse que falou com o filho e confirmou que não é a primeira vez que ele agride a namorada. “A gente conversa, mas é jovem, pensa que pode tudo”, disse. Gabriel não foi encontrado ontem em casa e, segundo a mãe, está sem celular.

Segundo o pai da garota, a polícia informou que vai encaminhar à Justiça um pedido para que o acusado tenha contato com o filho apenas com autorização da família da vítima. Ontem, durante toda tarde, a reportagem tentou contato com a delegada da DDM, Dálice Ceron, mas não conseguiu falar com ela.

Reação em cadeia

Para a antropóloga Niminon Suzel Pinheiro, o cerne da violência contra mulheres e crianças está na ausência de uma educação de qualidade. “Na escola o jovem deveria ter aulas mais claras em temas como biologia para saber os riscos de uma gravidez precoce, por exemplo. E isso não é algo abstrato”, afirma.

Ainda segundo ela, a violência social é uma reação em cadeia que atinge agressores, vítimas e famílias. “Não acontece de repente. Os pais sofreram lá atrás com a falta de um apoio, de uma educação de qualidade”, explica. DiárioWeb

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