Fotógrafo mostra que o sentimento é primordial para esta carreira

Rodrigo Korn, como é conhecido, revela que a técnica e um ótimo equipamento não são tudo que um fotógrafo precisa para obter boas fotos

 

Isabela Jardinetti

 

Em entrevista, o profissional Rodrigo Pessoa Martin explica como começou a carreira e o mais o chama atenção na arte de fotografar.

 

Quando e como foi que você despertou o interesse em começar a tirar fotos?

Foi em 2007, quando eu trabalhava em um laboratório fotográfico, e revelava cerca de mil fotos por dia, em meio a tantas imagens naturalmente foi despertando esse gosto, então comecei a estudar e aprender sobre a máquina fotográfica. Quando vi já estava em um altar fotografando casamentos, foi “amor a mil vistas”.

 

Por que decidiu seguir a carreira de fotógrafo?

Quando percebi já estava apaixonado pela fotografia, e não me vejo fazendo outra coisa a não ser fotografar, é aquele lance: “Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”.

 

Nesses anos, o que mudou em sua percepção ao tirar fotos?

Hoje em dia eu não olho mais a imagem como um simples objeto, eu observo por alguns minutos e deixo ela falar comigo, uma sintonia que não sei descrever. Deixo ela me mostrar seu lado mais bonito, que seria melhor fotografado, e naturalmente registro a imagem, antes eu olhava a imagem, agora eu sinto.

 

Como você definiria o seu estilo de fotografia?

Um estilo sem estilo, hehehe. Sempre errando às vezes acertando e sem medo de tentar algo novo.

 

O que você acha que uma pessoa deve ter para ser um bom fotógrafo?

Vontade e Amor à arte, não é apenas apertar um botão, mas sim sentir o momento, pois você estará eternizando ele.

 

Você acha que técnica e um bom equipamento é o suficiente para obter boas fotos?

Não, nada disso vale se você não se dedicar e se entregar, sempre o pessoal me perguntava que máquina eu fotografava, eu respondia com cérebro, hehehe, como se a máquina fotografasse sozinha. Cansado de escutar isso lancei um desafio a mim mesmo, comprei uma máquina, uma das mais simples e comecei clicar e fiz fotos lindas com ela, fiz uma foto da via láctea que muita gente duvidava quando eu falo que fiz com aquela máquina, juntei a técnica a sensibilidade.

 

Qual conselho você daria para alguém que quer começar esta carreira?

Sempre estar estudando e fotografando o máximo possível, aprendendo novas técnicas, não ter medo de errar de tentar algo novo, nunca se acomodar, todo dia aparece coisa nova, e além de tudo se entregar a fotografia, e sentir o momento, deixe o momento falar com você.

 

Me conte a ideia das fotos da cidade, e o que pretende fazer com elas?

Quando não estou trabalhando estou fotografando, e foi naturalmente, amo estar fotografando é meu trabalho meu hobby, quando percebi já tinha muitas imagens da cidade e meu Irmão Rafael Martin me deu a ideia e montou uma página no facebook (Fotos Votuporanga) para postar as fotos da cidade, o pessoal gostou, e hoje tem mais de 1,100 curtidas a página. Em agosto, mês do aniversario da cidade, vou publicar no face um projeto bem legal em homenagem ao município “Votuporanga Ontem e Hoje”.

 

Algo mais que queira acrescentar?

Fotografia é sentimento, não se prenda muito a equipamento, procure evoluir mais sua mente, sentir mais, deixe o momento falar por si.

 

 

Crédito: Divulgação/Danilo Photos

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