Força-tarefa ‘caça’ menores em casa noturna

Policiais militares foram com 40 viaturas à boate Mixed, em operação que autoridades pretendem transformar em rotina

Operação da Polícia Militar que deve ser incorporada à rotina das noites de Rio Preto em parceria com Justiça e Ministério Público barrou cinco menores e impediu dezenas de entrar em baile funk na madrugada de ontem, em Rio Preto. O objetivo é combater a realização de festas do tipo open bar – com bebida à vontade e presença de adolescentes – geralmente “camufladas” em chácaras.

Segundo o promotor da Infância e da Juventude, André Luís Sousa, a operação da madrugada de sexta-feira faz parte de uma série de blitze que será intensificada nas próximas semanas, principalmente para flagrar festas open bar e presença de adolescentes. “Faz tempo que estamos ouvindo boatos da realização de eventos irregulares por Rio Preto, principalmente em chácaras para tentar escapar da fiscalização, referentes a alvarás da Infância e Juventude. Nesta boate, não tinha este tipo de alvará e havia venda de bebidas alcoólicas”, reforça o juiz Evandro Pelarin, da Infância e Juventude.

O primeiro local visitado foi o baile funk, com show do MC Rodolfinho, na Boate Mixed, na Estância Jockey Club, em Rio Preto. No local, foram flagrados cinco adolescentes – dois de 17 anos, uma de 16 e duas de 15 -, uma delas acompanhada da mãe. O Diário apurou que pelo menos um desses menores já tinha inclusive comprado ingresso. Outras dezenas de jovens só não entraram porque a polícia barrou antes.

Conforme boletim de ocorrência, os cinco adolescentes foram encontrados no estacionamento da casa de shows, o que é considerado também interior da boate, segundo o promotor da Infância e da Juventude André Luís Sousa. O juiz Pelarin diz que, em tese, o estacionamento pode ser considerado parte da boate, conforme consta no registro da ocorrência.

O promotor afirma que os cinco adolescentes flagrados serão ouvidos pelo Ministério Público e os pais poderão ser responsabilizados com base no artigo 258 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Os organizadores responderão a processo e podem ser multados. A pena pela infração administrativa pode ser multa de três a 20 salários mínimos e, em caso de reincidência na liberação de menores, o fechamento do estabelecimento.

Na mesma boate, um rapaz foi detido com uma porção de maconha e encaminhado à Central de Flagrantes. Como ele disse que a droga era apenas para consumo próprio, foi ouvido e liberado pelo delegado de plantão, Hélio Fernandes. O proprietário da boate Mixed, Renato do Carmo, afirmou que o evento não tinha alvará da Infância e da Juventude. “O show foi feito para maiores de 18 anos, e os seguranças estavam orientados a barrar entrada de menores”, diz Carmo.

O dono da casa de eventos disse que apenas “alugou” o recinto para realização do show. Ele acrescentou que, após o alerta da polícia, os organizadores passaram a barrar menores já no portão de entrada. “Se não pode entrar nem no estacionamento, o negócio é ficar mais atento de agora em diante”, finalizou. O secretário de Comunicação, Deodoro Moreira, disse que só na segunda-feira consegue informar se o alvará da boate está em dia. O proprietário garante que está “tudo certo”.

 
(Colaborou Rodrigo Lima)/Elton Rodrigues e Marco Antonio dos Santos/Diário da Região

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