Filhotes de onça-parda e tamanduá órfãos recebem tratamento no zoológico de Rio Preto

Animais recebem alimentação especial a cada duas horas. Segundo veterinário, queimadas colaboram para separar filhotes das mães.

As onças-pardas que foram capturadas perdidas em uma fazenda em Novo Horizonte/SP estão recebendo atendimento no zoológico de São José do Rio Preto/SP. Elas foram encontradas sem a mãe pelo dono de uma propriedade rural, que acionou a Polícia Ambiental.

As duas onças estão recebendo alimentação especial e, como foram capturadas muito novas, não devem voltar para a natureza por não terem aprendido a caçar com a mãe. Além delas, outros animais, como três tamanduás, também receberam leite na manhã desta quinta-feira (23).

“Elas são tratadas como crianças, neonatos, crianças animais. Elas comem de duas em duas horas e conforme crescem tem o espaçamento da alimentação. É um leite específico, com nível de proteína mais alto”, afirma o veterinário do zoológico Ciro Cruvinel.

As queimadas das últimas semanas na região noroeste paulista têm prejudicado os animais, já que muitos filhotes ficam órfãos, porque os pais tentam fugir do fogo e se perdem.

O zoológico de Rio Preto recebe os animais nessa situação e outros que chegam por outros motivos, como tráfico de animais. Na maioria dos casos esses animais precisam de cuidados especiais e dificilmente voltam à natureza.

Só neste ano, o zoológico de Rio Preto já recolheu 134 animais, sendo 71 aves, 38 répteis e 25 mamíferos. A predominância de aves entre os meses de setembro até fevereiro, época de reprodução, maioria retirada do forro de casas ou que caem dos ninhos.

Os répteis são oriundos do tráfico e não tem uma época definida, e mamíferos as causas por perder a mãe por atropelamento ou queimadas, predominantes entre os meses de seca entre abril a setembro.

“A questão do ar mais seco, queimadas aumentam, os animais são deslocados, podem ser atropelados, os filhos ficam órfãos e a gente cuida. No caso das onças quem ensina a se alimentar são os pais. Se tem a ruptura do contato, fica difícil para a gente reproduzir isso em cativeiro”, afirma o veterinário.

FONTE: Informações | g1.globo.com

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