Filho é o principal suspeito de matar a mãe em um sítio

A Polícia Civil de Votuporanga segue investigando a morte da lavradora M.R.L., de 42 anos de idade, vítima de homicídio por agressão física, na última sexta-feira, em uma chácara no bairro rural do Cruzeiro. As investigações apontam como principal suspeito o filho, um jovem de 18 anos de idade, desaparecido desde o dia do crime.

O caso é investigado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que devido a pedido da família, mantém sigilo sobre detalhes das informações apuradas. O delegado responsável pela investigação, João Donizete Rossini, afirmou apenas que aguarda os laudos do exame necroscópico e o elaborado pelos peritos do Instituto de Criminalística, para ter certeza sobre a causa da morte.

Há princípio, o caso foi tratado como morte suspeita, mas o médico que atendeu a vítima no Pronto Socorro da Santa Casa, afirmou que M.R.L.. tinha ferimentos na região da cabeça, próximo à orelha, assim como no tórax. Nesta segunda-feira, os depoimentos de pessoas envolvidas começaram a ser levantados.

Os policiais militares que atenderam a ocorrência na sexta-feira foram os primeiros a falar. Ainda nesta semana, familiares, incluindo a irmã da lavradora, a técnica de enfermagem S.R.L.O., de 46 anos, que foi quem encontrou a vítima ferida e prestou os primeiros socorros, também serão ouvidos.

A reportagem do A Cidade apurou que existe a suspeita de que um martelo foi usado na agressão. O filho da lavradora, A.L.D., de 18 anos de idade é apontado como o principal suspeito já que está desaparecido desde o dia do crime. Outro detalhe obscuro contra o rapaz foi o fato de ele ter mentido sobre o paradeiro da mãe à tia, dizendo que ela havia saído e ido à casa de uma irmã dele, quando na verdade, a vítima se encontrava caída, sangrando e ferida em um quartinho de dispensa do sítio. Ele é procurado pela polícia para prestar esclarecimentos.

Segundo informações, o jovem era viciado em crack e saiu de uma clínica de reabilitação há dois meses. A relação entre a morte da mãe e o desaparecimento do rapaz está sendo investigada pela Polícia Civil. A sitiante foi enterrada no sábado, às 16h, no cemitério Parque Jardim das Flores.

Capacete

Os investigadores fizeram diversas diligências à propriedade rural nesta segunda-feira e em uma delas, localizaram um capacete manchado com sangue, caído na chácara. Há princípio, foi levantada a hipótese de o objeto ter sido utilizado como arma nas agressões. Porém, a teoria perdeu força e acredita-se que o capacete pertencia ao filho da vítima, que teria sido agredido por outras pessoas, antes da morte da mãe, justificando as marcas de sangue.

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