Feira permite comparar videogame com simulador de autoescola

Simuladores de direção que serão de uso obrigatório a partir de 2014 nos Centros de Formação de Condutores (CFCs) podem ser testados pelo público na AutoEsporte ExpoShow, que acontece até este domingo (24) no Anhembi, em São Paulo. Além deles, há jogos de carros disponíveis para o público, que pode comparar qual dessas realidades virtuais mais se aproxima da experiência de dirigir.

Os equipamentos, que medem 2,20 metros de comprimento, 1,80 m de largura e 1,60 m de altura, são réplicas do habitáculo do Volkswagen Fox: volante, banco e painel são originais e iguais aos do veículo, segundo a fabricante Real Simuladores.

Três televisores de 32 polegadas  completam a frente do simulador e por meio deles imagens de estradas e cidades serão transmitidas aos futuros alunos (assista no vídeo acima).

Quem pretende tirar a carteira de habilitação terá de passar por cinco sessões com esses aparelhos antes das aulas práticas com veículos de verdade. Os simuladores também imitam situções de direção como chuva, neblina e pouca visibilidade à noite.
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O estudante Caio Cezar, 19 anos, que ainda não possui CNH, comparou o aparelho ao jogo de videogame Gran Turismo 5, para PlayStation 3, também exposto na feira. “A hora mais realista do simulador [de autoescolas] é sair com o carro parado para começar a acelerar. A sensação é de que o carro é pesado e é preciso acelerar bem e tirar o pé da embreagem aos poucos para ele começar a andar”, analisa.

1 x 1, o game empata com o acelerador
Mas o que não convence, segundo Caio, é o acelerador. “Pisando devagar, o veículo acelera, mas, se você pisar com força, ele continua acelerando da mesma forma, não dá pra sentir aquele arranque que acontece na vida real”, afirma. Outro problema, segundo ele, é o barulho do motor, que a 20 km/h ou a 100 km/h continua o mesmo no simulador de autoescola.

Caio se empolgou mais com a experiência com o videogame, já que no Gran Turismo os carros atingem facilmente os 200 km/h -situação não permitida na vida real, em vias públicas brasileiras. No jogo, a aceleração é feita como nos carros comuns, mas as marchas são passadas por um botão no volante do simulador de jogo. Cezar precisou de instruções para usar o câmbio manual.

1 x 2 para o game: volante
“O volante é muito mais realista. Quando muda o terreno, do asfalto para a grama, por exemplo, a direção treme e imita melhor as variações na pista”, diz. Segundo ele, o acelerador no videogame também responde melhor, dependendo da força usada no pedal (veja trecho do jogo no vídeo ao lado).

O resultado
“Achei o videogame melhor, mais realista. Mas falta o câmbio para mudar as marchas e isso é tudo na direção do dia a dia, né?”, opina. “Mais uma vantagem importante do simulador de direção é a visibilidade. As três televisões imitam a visão que temos das janelas dos carros”.

Lista de espera
Segundo Flávio Vicente, gerente operacional do Grupo Oxxy, do qual a empresa Real Simuladores faz parte, o simulador de direção custa R$ 38.800 e há uma espera de 60 dias para a entrega do produto para os CFCs.

Depois do teste, Caio alega já estar preparado para tirar a habilitação. “Agora só falta o dinheiro. Estou trabalhando em um estacionamento para conseguir juntar o suficiente”.

 

G1

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